Ontem foi aniversário da minha avó. 94 anos de Dona Zezé. Muita gente apareceu, foi uma festa legal (tirando meu suor). Só que o que mais nos assombra é como o passar do tempo vai deixando a todos em situações mais complicadas, pois vamos precisando mais de auxílio, em todos os sentidos. Mas foi legal, ela ficou satisfeita. Nós também. Esperemos por mais em 2010...
Eu supersuado, Vovó e Mamãe
Vovó com o chapéu do meu tio, lembrando meu Vô Flávio
Ok. Acho que, pra variar nos últimos tempos, hoje não estou bom para falar, apesar de ter muito a dizer. Reencontrei-me com esta canção do Kid Abelha, e resolvi postá-la aqui e no Yakult, porque ela simplesmente tem tudo a ver com meu atual estado. O Júnior disse que estou muito depressivo-catártico, e ele não tá errado, não. Estou tentando melhorar, eu juro. Mas nem sempre dá pra se ser alegre, feliz e satisfeito o tempo todo. Nem irônico. Infelizmente.
Lágrimas e chuva Kid Abelha
Eu perco o sono e choro Sei que quase desespero Mas não sei por quê
A noite é muito longa, Eu sou capaz de certas coisas Que eu não quis fazer. Será que alguma coisa, Nisso tudo, faz sentido? A vida é sempre um risco, Eu tenho medo do perigo.
Lágrimas e chuva Molham o vidro da janela Mas ninguém me vê O mundo é muito injusto Eu dou plantão nos meus problemas Que eu quero esquecer
Será que existe alguém Ou algum motivo importante Que justifique a vida Ou pelo menos este instante
Eu vou contando as horas E fico ouvindo passos Quem sabe o fim da história De mil e uma noites De suspense no meu quarto
Eu perco o sono e choro Sei que quase desespero Mas não sei por quê A noite é muito longa Eu sou capaz de certas coisas Que eu não quis fazer Será que existe alguém no mundo?
Speaking Portuguese
Eu bem que não gostei da tal da reforma, né, mas algumas coisas são até engraçadas, e resolvi dividir com os NONSENSErs um pouco de graça do que recebi. Detalhe: sei que é errado, mas não resisto em falar idêia e herôico, sem contar as frequentes (sem trema) correções do computador... Linguinha (tem que falar gu-inha, que o trema não existe mais...) filha da mãe, sô. (Se você clicar sobre a figura, poderá vê-la em tamanho maior e lê-la...)
The only good is knowledge and the only evil is ignorance
Há algum tempo, quando a Madonna finalmente resolveu colocar um fim naquela história ridícula e ofereceu o pé à bunda do Guy Ritchie, ela declarou, em um show, que a música "Miles Away" era algo relacionado aos retardados emocionais, como diz a notícia abaixo, retirada do Ego.
"Esta música é para os emocionalmente retardados. Talvez vocês conheçam alguém que se encaixe nesta categoria. Eu sei que conheço", disse Madonna, antes de cantar "Miles away", que fala de pessoas que se separam.
E quem é que não conhece alguma ou algum retardada(o) emocional? Eu mesmo conheço vários, e tenho que conviver com eles. Lembro-me de que, um dia, na terapia, eu soltei, "Ainda bem que a Madonna sentou o pé na bunda daquele retardado emocional", e logo me veio o insight de que talvez eu também devesse fazer isso com algumas pessoas emocionalmente retardadas que me cercam. Mas, como tudo nessa vida, não se pode somente estar ao lado de quem seja como você acha que devam ser, infelizmente, pois não dá pra viver na solidão, quando a linha de corte passa pelo fato de as pessoas serem bregas ou chiques, inteligentes ou não, bonitas ou feias, brancas ou pretas ou azuis ou cor-de-burro-fugido, de cabelos alisados ou de permanente (se bem que ninguém mais usa isso!), que moram bem ou moram mal, porque as pessoas estão aí, e temos que conviver. O maior problema é que os emocionalmente retardados acabam colocando-nos em situações difíceis em função da manipulação que fazem conosco, a fim de perpetuar seu retardamento, pois não dão conta de passar daquilo, não conseguem vir para a luz, e mantêm seus ignóbeis sentimentos e consequentes atitudes da maneira que surgiram: próximos ao fundo do lago. Suas histórias de condicionamento (dá-lhe behavior...) não lhes permitem enxergar a partir de outro ponto, e continuam fazendo merda nas suas vidas. Dizem por aí que é o que eles dão conta... Bem, que as forças do bem nos livrem destas pessoas! E, quem sabe eu também não seja um deles? Apesar de crer que não, pois sei que eles existem, e, bem, esta consciência, Sorry, periferia!, eles não a têm. Nem sabem do que se trata... Ósculos e amplexos, Mr Wu.
PS: Aquela frase do começo foi minha "sorte do dia" no Orkut, e quer dizer: "A única coisa boa é o conhecimento, e a única coisa ruim é a ignorância". Food for thought! Comida para seu pensamento!
* Song of the day *
Miles Aways Escrita por Madonna e Justin Timberlake, produzida por Timbaland
I just woke up from a fuzzy dream You never would believe those things that I have seen I looked in the mirror and I saw your face You looked back through me you were miles away
All my dreams they'd fade away I'll never be the same If you could see me the way you see yourself I can't pretend to be someone else
[Chorus] You always love me more Miles away I hear it in your voice, when you're Miles away You're not afraid to tell me Miles away I guess we're at our best when we're Miles away
So far away...
When no one's around And I have you here I begin to see the picture It becomes so clear You always have the biggest heart When we're six thousand miles apart
Too much of no sound Uncomfortable silence can be so loud Those three words are never enough When it's long distance love
[Chorus]
I'm alright Don't be sorry But it's true When I'm gone, you'll realize That I'm the best thing that happened to you
Traduzindo...
Eu acabei de acordar de um sonho confuso Você nunca acreditaria nas coisas que eu vi Eu olhei no espelho e vi o seu rosto Você olhou diretamente para mim, Você estava a milhas de distância
Todos os meu sonhos se foram Eu nunca serei a mesma Se você pudesse me ver do jeito que você se vê Eu não poderia fingir ser outra pessoa
[Refrão] Você sempre me ama mais A milhas de distância Eu escuto isso na sua voz, quando você está A milhas de distância Você não tem medo de me dizer A milhas de distância Eu acho que estamos em melhor forma Quando estamos A milhas de distância
Tão distante...
Quando não há ninguém por perto E eu tenho você aqui Eu começo a entender Tudo fica claro Seu coração fica maior Quando nós estamos há 6 mil milhas* de distância
Sem nenhum som Silêncio inconfortável pode soar bem alto Aquelas três palavra nunca são suficientes Quando existe amor a longa distância
[Refrão]
Eu estou bem Não sinta pena Mas é verdade Quando eu for embora, você perceberá Que eu sou a melhor coisa que aconteceu a você
PS2: 6 mil milhas é a distância entre o Reino Unido e a Costa Oeste dos EUA...
A isso eu realmente chamo “Long time no see”, porque as coisas andam acontecendo a uma velocidade estonteante, e a cada dia o que era já não mais o é... Metamorfose ambulante? Chame-a e também a mim do que bem entender, mas a vida é essa clichê caixinha de surpresas, e nós somos como que pseudocomandantes dessa jornada maluca chamada existência.
O fato é que este ano começou diferente, aliás, muito diferente. Inicialmente, estamos aqui, de endereço novo. Isso é porque o NONSENSE antigo não cabia tudo o que eu queria colocar, e este aqui tem mais espaço, além de ser diretório de busca direta do Google. Outra coisa que começou diferente foi o fato de não haver retrospectiva: houve muita coisa boa, mas acho que muita coisa ruim também, e que eu não queria ter que lembrar, sem contar que não houve mesmo foi tempo hábil para fazer a lista como deveria ser feita, ou até, quem sabe, eu não a faça neste momento, após todas as reflexões que me fizeram querer voltar a escrever???
Bem, eu precisaria começar falando da Madonna, né, que foi o show do ano passado pra mim, e pra minha vida, porque não dizer assim. Na verdade, toda a preparação, inclusive a financeira, e todo o cansaço do acontecimento foram muito válidos. Tá que eu sou aquele chato, blasé, que mal se importa com o que a galera esteja pensando, e tá que a Madonna é a Madonna, e que a turnê foi a mais rentável de artista solo feminina, e que ela é um show ambulante, e que ela ficou com o Jesus, e que um monte de outras coisas, mas o mais legal foi que eu pude ver de perto alguém que eu muito admiro, uma verdadeira "ídala", e que foi algo de muito bom que fiz pra mim mesmo no ano passado. E conheci gente legal. E revi Catarina. E dirigi no Rio. E foi bom, solitário, mas bom. Enfim.
E Madonna foram minhas últimas férias, e o Rio foi meu último glamour destes tempos, pois a crise taí, e tá brava, e pegou um monte de nós, e não sabemos como é que isso vai terminar, e devemos ficar alertas, aproveitando as oportunidades e pensando no futuro com um pouco mais de cautela. Ai, que bom que frequentei (aff, sem trema!) a Barra e o Barra Shopping, jantei no Outback e ganhei um pin e fiquei amigo da gerente, tive parabéns cantado em Copa, passei ao lado da Estátua da Liberdade do New York City Center, passeei por Ipanema, enfim, só faltou um pouco de teatro, mas fez parte.
Aqui em Moc, como se vê, nada de novo, a não ser na minha vida, pois até o Ibituruna Shopping só Deus sabe quando abre de verdade.
Cautela e canja de galinha, né...
Então, este ano não tenho tido tempo pra postar, escrever, mandar email, telefonar, visitar, passear, estou à base da obrigação para uma série de coisas que houve e há, questões médicas, inclusive. Não, não estou superdoente, mas também não estou supersaudável, sabe.
Meu colesterol está (espero que o verbo se conjugue somente no imperfeito, esteve) em 293, o que é algo muito sério, e nem os próprios médicos conseguiram (e eles conseguem?) disfarçar, e o Fernando já me sentou Sinvastatina 40mg... e mais uma série de coisas, mudando o modus vivendi da pessoa aqui, em busca de uma vida mais saudável. E lá vai, pasmem!, academia. Sim, tô lá na FW13 por três vezes na semana, após as 21h... Se eu já chegava tarde à minha casa, agora mais ainda, e todo suado, aff.
Realmente não gosto de academia, nunca gostei, e lá é menos pior porque o povo é bonito, os aparelhos são novos, tem ar condicionado, e dá pra me sentir até bem – mas daí a dizer que adoro, que tô me sentindo super-ultra-hiper-megadisposto, ah, aí já é viagem demais. Não, tô lá como obrigação, e juro que quando começar a gostar, se é que vai acontecer, conto pra vocês. Mas ainda não é o real, muito antes pelo contrário, pois fico é com vergonha de andar enquanto o povo corre, pegar 25 enquanto pegam 100kg, mas é o começo; humildade, Worney, sandálias da humildade.
E tem mais, claro que tenho que mexer na dieta, né. Como diz Ilana, minha supernutricionista, é uma reeducação alimentar, mas, aff, eu até já era muito educado, poxa. Na verdade, ela me mostrou alguns hábitos simples e mais saudáveis, e que me vão fazer bem. Comer em intervalos menores, menos gorduras (já eram poucas, pro absurdo de todos os que me conhecem de verdade!!!), menos coisas industrializadas (again: os que me conhecem sabem que não gosto de bolacha recheada, sorvete, chocolate e pipoca), menos Coca... Enfim, uma mudança em algumas coisas, e uma vontade louca de sair correndo, de chorar, sei lá. Comer pão integral, margarina light... aff! Ainda bem que frutas e verduras me são tranquilos (tire o trema!).
Acabei cortando o cabelo também, pra dar menos trabalho, mas não foi porque quis, e as reações têm sido as mais diversas, mas a parte mais engraçada foi Vovó, que nem tinha percebido, e disse, "Ow, que trem feio, meu filho!". Bem, acho que concordo com ela. Meu nariz ficou maior, meu rosto também, porque as atenções saíram da vertical, mas cabelo é bem de raiz, e tá nascendo novamente, e qualquer hora tô com ele todo fashion novamente.
E isto me trouxe várias reflexões, inclusive, sobre minhas relações com as pessoas. Nem todo mundo tem capacidade conceitual psicológica para entender que o cabelo faz parte de todo um processo maior, por ser a moldura mesmo, não somente a do rosto, mas todo mundo conhece alguém, principalmente do sexo feminino, que foi mudar o cabelo pra mudar o astral... Façam, então, suas análises... E daí percebi que cuido muito de muita gente, e que muitas dessas pessoas não prestam atenção em mim; que eu me preocupo com elas, e que elas me julgam "o forte" e que não preciso de ajuda, e me tomam de maneira equivocada... Culpa deles também, mas é culpa minha, pois dizem por aí que fazem com e de você o que você permite. Fiquei muito triste, tive alguns arrancarrabos, pois era todo um envolvimento sentimental, de fragilidade e impotência, e o povo simplesmente não entendia (Yeah, they just don't seem to understand! ). Saco, isso.
Sem contar minhas outras decepções com pessoas e situações que me fizeram ter que me segurar, deixaram-me pra baixo, fizeram-me sentir completamente excluído, completamente idiota, mas acho que é demais pra especular aqui neste momento. Pena, mas não só pra mim...
Bem, depois vem a notícia de um rapaz de 26 anos que morreu com entupimento da aorta... Alguém aí sabe de alguma substância mais comum do que placa de gordura pra entupir vasos sanguíneos (sem trema)??? E o cara tinha a maior aparência de saudável, superbonzinho, essas coisas de quando morre alguém... Mas o fato principal foi a realidade batendo à porta.
Tá, e não para (sem acento diferencial) por aí. Fui à otorrino, e tenho um pólipo nasal. Não, não é nada tão grave, é um tumorzinho, mas é benigno (aquelas verrugas no rosto da minha mãe também são tumores...), e dá-lhe injeção, e cortisona, e antibiótico, em busca de curar sem cirurgia. E dá-lhe tomografia (e meu amigo Si usou o contraste e passou mal; a minha ainda é em 2 semanas). Sem contar as indicações complicadas de se seguir...
E aí ele vai ao gastro. E é mais remédio. E a endoscopia é pra semana que vem. Se bem que Ju disse que é uma das coisas mais gostosas esse sedativo, kkk... Mas ele cortou meu café em 50%! E eu já nem tomava café...
E aí vai grana. E aí vai disposição. E aí vai sono, causado pelos remédios. E aí vai todo um processo de "Putz, os 30 chegaram de com força!", e mais uma série de loucuras que passam pela cabeça de todos, imaginem na minha.
E tem outra, para terminar: sou o coordenador pedagógico no CNA agora! E o povo me dá parabéns, e todo mundo só presta atenção à parte do glamour. E foi muito trabalho, tipo Natal, janeiro, e um monte de coisa pra resolver, pra tentar adequar e reger uma orquestra que conta com muitos elementos, muitos além dos que se consegue pensar em primeira mão.
Bom, e teve imposto, e teve conserto de carro, e teve matrícula, e teve pós-dívidas de viagem, e teve computador quebrando, aliás, tô vendendo um, alguém quer?!
E sem contar que agora beber e comer estão em baixa... E nem fale sobre o verbo que viria depois... põe falta nisso!
Desculpem o tom de desabafo, até sem muito do bom-humor que, sei, é peculiar a mim, mas, ainda em processo de emagrecimento, o término do texto é puro e simples: OH FUCK!
Ósculos e amplexos a partir deste novo endereço.
E hoje ficamos sem fotos e outras seções, que já foi muita energia revivida aqui...
Então, NONSENSErs. Aos de sempre, vocês sabem que eu ando muito sem tempo pra escrever aqui, mas que quando algo realmente me irrita, eu acabo vindo extravasar pro mundo, né, na leda ilusão de que todos ouvirão o que eu tenho a dizer (ou lerão o que tenho a escrever, whatever), mas me colocando diante de algumas coisas, ainda que seja uma colocação só pra mim mesmo, sei lá.
Pois é. Obama rules! Obama rocks! Obama is my homeboy! E estão eles, estamos nós, todo mundo querendo ver como é que vai ser o jeito Obama de governar. Eu estava pensando um pouco a respeito, ouvi outras pessoas, li algumas coisas em (como diz um colega) uma revista científica (chamada Veja) e em outros lugares, recebi um texto de um psicanalista famoso, Jaques-Alain Miller, e continuei a refletir. Até o chato do Jabor ou ouvi, e concordei com ele, o que é pior. De onde vem este amor por Obama? Quem é este negro multicultural que consegue fazer com que nos arrepiemos, venhamos às lágrimas (eu e a Lília Telles), mobilizem-se artistas e populares, que está aparecendo como a esperança do mundo?! Bem, acho que tudo isso faz parte de uma série de fatores que vêm atravancando o mundo faz tempo, e que acabam desaguando agora nesta crise econômica. De governos pseudolibertários a investidores megaexploradores, da convergência de Júpiter com Saturno na quarta casa à pirâmide da Rainha Sesheshet, passando pela cerveja tomada pra comemorar a vitória democrata em plena hora do almoço de plena 4ª feira, tudo leva o mundo a pensar: será que tem jeito? Obama simplesmente representa a esperança, "hope has won", "a esperança venceu". Será que venceu mesmo?! Será que o fdp do establishment será capaz de deixar que ele faça tudo o que quer, ou deseja, ou simplesmente prometeu? É que nem na eleição minoritária aqui, quando o povo fica todo assustado, dizendo que fulano vai trazer a favelização da cidade, que o sistema de saúde vai quebrar, e abobrinhas afins, que são respondidas com leis que obrigam os governos a fazerem um mínimo de coisas, por mais que eles as desrespeitem. SuperObama, como se pode ver, é o cara! Mas tomemos cuidado com todas as esperanças depositadas. Lembram-se de que grandes expectativas podem gerar grandes frustrações? Mas também não podemos deixar de criar as tais das expectativas, pois, senão, como iremos em frente?!
E me deixem falar, Anastácia!!!
Pois é, e falando em ir em frente, o tal do dia da Consciência Negra. Eu, como loiríssimo que sou, fina flor da dinamarquice e do protetor solar fator 100 (pro povo que pegar pelas metades não me entender mal: é só olhar minha foto!), acho isso um saco. Não dou conta messssssssssmo, acho um porre. Que mané consciência negra o escambau! Precisamos de ações reais, de coisas que permitam que os tais dos negros tenham acesso ao que lhes cabe de maneira digna e real desde sempre, igualitariamente. Entendo a questão da conscientização, que é aquela necessária, que nem sobre jogar papel no chão, mas tudo isso deve ser feito com responsabilidade, e levado a sério. Eu mesmo ando fazendo a maior graça com isso, principalmente porque a Prefeitura aqui da Roça decidiu, semana passada, que dia 20 seria feriado. Mas como assim?! Como assim simplesmente se decreta feriado uma semana antes, não permitindo que tenhamos um pingo de planejamento?! Lá na escola, teremos que repor dia 16 (sem comentários), na faculdade, no dia 8, que é uma segunda-feira, pra uma aula de quinta-feira; uai, então pra que isso mesmo?! Feriado pra depois a gente repor? E aos que supuserem que tô confundindo as bolas sobre o motivo do feriado e as conseqüências do mesmo, essa pessoa é que não entendeu, que tá tudo no mesmo balaio porque é tudo inconsistente, sem sentido, NONSENSE puro. Quem me conhece sabe que ser negro dificultou (e dificulta) algumas coisas, sim, mas muito do que consegui galgar não foi em função ou disfunção da minha cor ou raça, mas sim de ser-como-sou e de uma história de contingências que me levaram a ser alguém responsável e que busca, com seriedade (daquelas de rolar de rir), algo melhor. Na verdade, sempre ouvi que não tinha herança patrimonial a receber, e que a entendesse como a boa educação que me estavam proporcionando mamãe e papai, e acho que foi o que fiz, é o que faço. E a cor da pele, bô, faz diferença nenhuma pra isso. Se têm preconceito contra mim, só lamento, e tenho dó, muito dó. Muito. Sofro às vezes? Sim, e já sofri mais do que hoje, muito mais. Precisamos é saber focar, é saber responsabilizar-nos sobre nossas ações. É que nem as tais das cotas – brindar os negros é bom, mas será que nosso problema é este mesmo? Pelé sofre o mesmo tipo de preconceito? Acho que, neste paiseco em que somos obrigados a muita coisa, inclusive votar, e engolir, como todas as porcarias que são feitas por muitos dos que estão "lá em cima", muita coisa, temos que entender que o preconceito é social, é econômico, e que a cor da pele é um agravante ou, em casos, apenas mais um detalhe.
E o escambau? Ah, o escambau a quatro pra este ano que não termina logo, pras férias que não chegam logo, pra Titia Maddy que não pede cidadania brasileira. E também pro monte de email sobre os feriados do ano que vem que recebi: ao menos uns 40. Será que esta gente bronzeada quer realmente mostrar seu valor? Ou será que ficar na rede embaixo do coqueiro não é mais rentável?! Mais gostoso lá isso é, mas não dizem que tudo que é bom é ilegal, imoral ou engorda, e que a gente só dá valor no que é difícil?
Muitas perguntas pra um post só.
Ósculos e amplexos do Mr Wu.
Sentence of the day
"A história é uma dama imprevisível. Não quero irritá-la, portanto, vamos deixar esta pergunta para ela mesma responder."
Mikhail Gorbachev, respondendo a pergunta de Veja sobre como ele quer que seu lugar na história seja lembrado no futuro.