sábado, 9 de agosto de 2014

Posts sobre português agora aqui no NONSENSE

#4. Seguindo o que já fazia anos atrás aqui no NONSENSE, e impulsionado por minha amiga Debbie, resolvi postar estas dicas (e aí entrarão outros tipos também) aqui no blog, pois fica mais fácil de encontrá-las. Portanto, após ter repostado as dicas anteriores desta temporada, segue uma dica tamanho gigante de português: o tal do MESMO.

Gente, usar O MESMO e flexões, na norma culta, não tem lugar. Os pronomes existem para fazer o que muita gente adora: usar O MESMO, achando que é chique! “Eu estava na casa de Worney e O MESMO me ofereceu champanha” (aportuguesado é assim mesmo). Então, eu gostaria de saber quem é esse tal de MESMO que oferecia coisas na minha casa!!! Ora, já que podia usar ELE, por que usar O MESMO, não é verdade? “Eu estava na casa de Worney e ELE me ofereceu champanha.”
Em SP, há uma lei que obriga o uso da placa que está abaixo nos elevadores... Entendo que ela seria grafada mais adequadamente assim: “Antes de entrar, verifique se o elevador encontra-se parado no andar.” Viram que nem ELE e nem O MESMO fizeram falta? Toda vez que entro em um elevador por lá, pergunto logo, “MESMO, você está aí?”, porque, pra mim, é uma entidade!



Agora, se quiserem usar o tal do MESMO para reforçar, conforme itálico acima, a coisa muda de figura. “Eu danço até o chão MESMO, disse a bailarina.” Ou então, podemos usá-lo em vários outros sentidos... Para saber mais, acho interessante consultar o “pai dos inteligentes”- tenho preferido o Aulete: http://www.aulete.com.br/mesmo.

Aliás, como estou MESMO com sede, acho que vou tomar uma taça de champanha. Champanha MESMO, Veuve Cliquot, aquele vinho espumante francês, e não sidra Cereser!!! 

Repost: Dicas de Português #1, 2 e 3

#1. Dica de português do dia: apesar de parecidas, as expressões DE ENCONTRO A e AO ENCONTRO DE são diametralmente opostas. Se suas ideias vão DE ENCONTRO ÀS ideias de seu marido, talvez vocês precisem conversar sobre elas, pois têm posições contrárias, de embate; agora, se suas ideias vão AO ENCONTRO DAS ideias de sua esposa, acho que podemos entender que o casal vai bem, obrigado, pois suas ideias estão no mesmo caminho! 

#2. Dica de português do dia: Só Raulzito nasceu "há 10 mil anos atrás", porque ou você nasceu "há 30 anos" ou tal fato aconteceu "30 anos atrás". Tanto HÁ quanto ATRÁS demonstram a mesma ideia, de anterioridade; usar os dois ao mesmo tempo é quase a mesma coisa que subir pra cima e descer pra baixo... Portanto, "eu escrevi este texto há um minuto" ou "eu o escrevi um minuto atrás". E você, o que estava fazendo "há cinco minutos" ou "cinco minutos atrás"? 

#3. Mais dicas de português com o tal do verbo HAVER: No sentido de EXISTIR, o verbo HAVER é invariável quanto ao número, ou seja, independentemente de quantas pessoas HOUVER (e não HOUVEREM), o verbo permanece no singular. Por exemplo: HÁ uma pessoa no quarto, enquanto HÁ duas pessoas na sala. HOUVE várias pessoas na fila hoje, e HAVERÁ muitas outras amanhã.
Se formos, então, pensar no verbo HAVER fora da acepção de EXISTIR, ele será variável, como a maioria. Exemplos: Eles HAVIAM dito isso diante do que nós HAVÍAMOS feito. Eles HOUVERAM por bem trazer as moças que HAVIAM sido acidentadas.

Tenho lido alguns gramáticos sustentarem que o verbo TER, quando usado na acepção de EXISTIR, também não varia. TINHA várias pessoas na festa. Mas, como este uso é mais informal, aplicar a regra da norma culta fica um pouco sem lugar... ou não! Tem muita gente aí?

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Reseña Chilena

Normalmente, gosto de fazer uma pequena (?) resenha sobre minhas viagens, primeiro, porque facilita de eu não ter que contar tudo o tempo todo pra todo mundo, e segundo, porque pode servir aos outros viajantes e àqueles que querem poder-se aventurar em viagens, o que acho digno e justo.
Antes de tudo, quero fazer um desabafo. As pessoas, principalmente as que não estão muito acostumadas  a viajar, não têm ideia do trabalho que dá trazer coisas, principalmente de fora do país, pior ainda na América do Sul com 23 kg de bagagem despachada. Sei que vários dos pedidos, como da maioria dos meus queridos alunos, são de brincadeira ou de se-colar-colou, mas, infelizmente pra uns e felizmente pra mim, as viagens são minhas, e se for pra trazer algo, tem que haver uma justificativa muito grande. Desculpem, mas acho o fim o povo que nem tem nada a ver comigo ficar me pedindo coisas, como se eu tivesse obrigação. E tem mais: nem encomendas, muito menos presentes! O dinheiro que junto é pra meu gasto, não sou Papai Noel!
Bem, agora já devidamente desabafado, vamos a Santiago de Chile.
Pois bem. Esta ida aconteceu meio que por acaso, nas ofertas de última hora, e é aí que vocês conseguem bons preços (Cadastrem-se no www.melhoresdestinos.com.br e recebam boletins diários com preços de passagens baixas; é assim que Mr Wu viaja tanto...), pois dá pra ir pra lá pelo mesmo preço que as viagens tão adoradas pra Porto Seguro e afins, sob as mesmas condições. Hospedagem barata, ficamos em um flat com serviços, no bairro de Providencia, recomendado por ser mais silencioso que o Centro e ter ótimos restaurantes. Ficamos ao lado do metrô, outra dica de sempre pras cidades grandes e desconhecidas; táxi tem um preço até bom. A cidade é tranquila, mas não achei essa Coca-Cola toda, não. Fiquei-me lembrando de várias coisas de Buenos Aires, me disseram que Montevideo é melhor – qualquer hora, vou saber. Ah, e volto a SCL, sim, apesar dos pesares, me gustó mucho.
Comecemos a falar do povo. No meu penúltimo dia lá aconteceu algo incrível. Fui ao Parque Arauco Mall, um shopping chiquetésimo, mas longe inclusive do metrô. Na volta, cansado, decidi usar o ônibus e, qual não foi a minha surpresa quando, ao entrar, vi que não havia trocador, nem o motorista recebia dinheiro, somente o cartão de transporte, que eu, evidentemente, não tinha. Agradeci ao simpático motorista e desci, quando ele me chamou de volta, perguntou de onde eu era e falou para que eu ficasse no ônibus e só me preocupasse em comprar o tíquete pro metrô. Agradeci prontamente e vim até a estação para a qual eu me dirigia, conversando com ele sobre uma série de coisas. Nem perguntei seu nome, mas agradeci mil vezes a gentileza, e acho que ele pode não ter ganhado nada com isso, mas fez algo de que nunca vou-me esquecer, por mais simples que tenha sido. E me parece que os chilenos podem ser assim generosos mesmo. Saindo da Chascona, a casa do poeta Pablo Neruda, estava com o mapa na mão, e um rapaz, que saía de casa, ficou olhando, e perguntou o que eu estava procurando; disse-lhe que procurava algo que por ventura houvesse ali perto e que eu não tinha visto, ele me disse que por ali havia muito a fazer e, como não era nada específico e eu tinha visto a Chascona e o Cerro, que rodasse o bairro, pois valia a pena – muito simpático também.
Então, tempos de Copa, real em baixa por lá (“La ciudad está llena de brasileños, estamos comprando muchos reales.” – justificou-se o moço da casa de câmbio...), assistimos ao 0x0 do Brasil só pela metade, bem como a vitória do Chile também – eram dias de excursão. Achei engraçado que, terminado o primeiro tempo, todo mundo continuou a vida; também o “Chi-Chi-Chi, Le-Le-Le, Viva Chile!” cantado em todos os lugares no país cujo esporte nacional é o rodeio.
Outra coisa engraçada foi eu ir ao Centro ao sábado, por volta das 9h da manhã, e tudo estar fechado (exceto um banco, achei, no mínimo, peculiar). Eles preferem abrir às 11h e fechar mais tarde, foi o que me disse o atendente do Museu Precolombino, que vale a pena visitar, pois traz muito do nosso passado também, com uma parte interativa em que todos viramos crianças, jajaja...
Por perto de Santiago, fomos ao Valle Nevado e a Farellones, parte da Cordillera, onde fizemos o famoso Tubing, conhecido no Brasil como skibunda, em que descemos uma pista gelada sentados em bóias; muito divertido. Encontramos com a Bia (acho digno viajar com crianças, mas você mesma é tão jovem...), que estava com a fofa da Bel e o gente-boníssima do Arthur (Tu, o tio ficou seu fã!).
Com o engraçadíssimo Gustavo, nosso motorista naquele dia (também recomendo contratar um pacote pro dia quando se quiser algo mais prático), visitamos Valparaiso e Viña del Mar, algo que precisa ser feito, mas que também não achei essa coisa toda. No caminho, fizemos uma degustação de queijos e vinhos na Viña Emiliana, que produz orgânicos – aprendemos a diferença entre uma planta orgânica e uma largada com o Gabriel, guia da vinha. Aprendemos também um pouco sobre o processo produtivo dos vinhos e o povo fez algumas compras – eu não fiz nenhuma, fico com as fotos e as lembranças.
Santiago tem cachorros por todos os lados, sejam nas coleiras, sejam soltos pelas ruas. E tem grades pra gente não atravessar fora da faixa também – tive que andar uns 3 ou 4 quarteirões extras por causa disso. Aliás, o sinal de trânsito em algumas esquinas foi algo à parte, vocês devem ter visto no Face ou no Instagram – aquele homenzinho correndo é impagável.
O peso chileno está valendo algo como 1.000  para cada 4 reais, o que faz você se sentir rico com aquele monte de zero, mas pobre quando você tira os zeros e multiplica por 4, pois os preços por lá estão bons como os do Rio, ou seja, surreais!
Atendimento da Lan, na ida, e da Tam, na volta, foram bons, nada de mais ou de menos, mas certamente melhores que os da Gol. Destaque para a programação da TAM com filmes antigos, e acabei assistindo a “Some Like It Hot” (Quanto mais quente, melhor), com a Marilyn Monroe, que só mostra como ela era linda e como foi uma pena ter morrido – recomendo altamente este filme, em preto e branco mesmo. Ainda nos ares, os aeroportos do Brasil não ficaram mesmo prontos e todos sabem disso, mas achei uma verdadeira bagunça o Comodoro Arturo Merlino – não me sai da cabeça uma senhora que quase acompanha sua irmã até o controle de passaporte, coisa que nunca vi em lugar algum. Fila longa e demorada, falta de informatização, mas tudo tem seu lado bom: apesar dos 23 kg, podemos trazer líquidos, e os vinhos vêm na bagagem de mão de quem quer mesmo. Preços no Free Shop de lá melhores do que os daqui, e ofertas bastante variadas.
Falando em vinhos, fomos a excelentes restaurantes, e estavam em uma promoção do estilo “Compre 1, leve 1”, com o detalhe de que tinha mesmo que levar pra casa a segunda garrafa, pois se fosse beber no próprio restaurante, rolha de 4 mil pesos, jajaja...
Para terminar, dois outros pontos interessantes. O Parque de Esculturas, que mostra como o povo se relaciona com a arte, e também há várias delas por toda a cidade, e o Cerro San Cristóbal, de onde se pode ver a cidade toda e os Andes, e que tem a linda estátua da Imaculada Conceição abençoando Santiago – vale a pena subir, pode ser de funicular mesmo (com placas em português macarrônico).

Enfim, foi uma viagem muito boa, que recomendo, principalmente se você tiver amigos maravilhosos como os meus (Lucas y Vitor, ¡gracias!), que deixam tudo mais divertido e organizado, jajaja, deixando Mr Wu em férias de verdade.


quarta-feira, 9 de maio de 2012

In Rio

Eu sempre falo que tenho uma relação cármica, de paixão com o Rio de Janeiro. É uma coisa muito engraçada. Em 1999, quando lá estive (de verdade) pela primeira vez, nossa, era um temor. Fui passear, visitar amigos (que nunca mais vi, diga-se de passagem), enfim, minha mãe ficou aqui sem saber o que eu tava indo fazer naquele lugar em que matavam um em cada esquina... Era isso o que todo mundo pensava e, porque não dizer, eu também. Mas lá fui, na cara e na coragem, porque precisava ir, algo me chamava ali. E dali em diante começou minha história de amor com esta cidade, realmente maravilhosa, por mais cliché que a expressão se tenha tornado.

São Sebastião Lembrança Aérea / São Sebastião Local Agreste / Seu Lugar Amado / Seu Lugar Adorado

Nestes 13 anos que me separam da primeira visita ao Rio (antes tinha sido só conexão no Galeão), voltei lá algumas vezes, umas 7 vezes eu acho, e tive alguns dos melhores momentos de minha vida por lá. Não, não é um lugar pra eu morar, não gosto do caos, não gosto da confusão, não gosto da informalidade generalizada, não gosto de uma série de coisas, mas sei que amo, e você, caro NONSENSEr, deve saber que quando a gente ama, não há razões para isso, a gente simplesmente ama.

Rio 40 graus / Cidade maravilha / Purgatório da beleza e do caos / O Rio é uma cidade de cidades misturadas / O Rio é uma cidade de cidades camufladas

Talvez porque o Rio tenha algum mistério, vai saber. Vai que eu já morei lá, né. Dia desses, no Centro Velho de São Paulo, eu me saí com a seguinte pérola (que falei pra mim mesmo): "Ando umas 4 quadras e chego à praia". Aí eu me lembrei: "Tô em Sampa!" É algo maior, que até me tira do prumo.

Lá de cima se via o Cristo / Braços abertos sobre a minha cabeça / A me proteger / A me guiar

Sempre marco a poltrona pra uma coisa superemocionante: ver o Cristo. Descer no Santos Dumont é uma verdadeira ode, a gente acha que vai pousar na água; sair de lá tem a mesma magia, e falamos tchau pro Pão de Açúcar, e vamos ruminando como é bom... Impressionante! E olhem que não sou de me impressionar, mas sempre "verto sorrateiras ou copiosas lágrimas" ao olhar pra tudo aquilo. É um desbunde, é um deleite, é uma delícia.

Non senseMinha alma canta

Vejo o Rio de Janeiro

Estou morrendo de saudades…

Cristo Redentor

Braços abertos sobre a Guanabara…

Este samba é só porque

Rio, eu gosto de você…

Sempre inspiradora, a cada momento me saio com uma música, cantarolando sem receios e sem controle. Porque odes à cidade são abundantes, e também porque o Rio faz parte de nossa memória afetiva, até pra quem nunca foi, até pra quem não gosta.

E houve uma coisa positivamente diferente dessa vez: viajei com minhas amigas Bárbara, Lígia e Rachel, e foi ótimo ter tão deliciosas companhias. Encontrar com meus queridos Vítor, Thalles e Caju já estava no cardápio pelo qual eu já ansiava antes de ir, mas como essa cidade é mesmo mágica, encontrar, mais uma vez por acaso, Catarina, nossa, é mesmo muito bom.

São Pedro, pra variar comigo no Rio, não deu trégua. E olhem que eu tinha dito que entraria no mar, ando precisando descarregar com sal grosso, e pra que mais descarrego do que o próprio mar? Mas não deu jeito. Só que o Rio consegue ser ode com chuva também, uma delícia.

Dessa vez, teve espumante na Atlântica, comidinhas deliciosas, café da manhã num local com história, balé na porta do Municipal, passeio ao Corcovado (que ainda faltava no meu portfólio) e, até Ele que adora ficar no meio das nuvens quando estou lá, estava límpido, e o tempo afável, soprando forte os nossos cabelos. Teve filminho, teve Cabaret (com a deliciosa da Cláudia Raia em uma atuação competentíssima), teve boa conversa, teve a reflexão que o Rio sempre me proporciona. Teve 9:30h seguidas de sono, coisa que não fazia havia tempos, e pra quem me condenar por "estar no Rio e ir dormir", bem, este corpinho precisa descansar também, que não sou de ferro e não estou tão novo nem tão bonito pra dar conta de tanta coisa. O Rio também me traz lembranças muito boas, coisas que não sei se e quando poderei reviver.

Devo voltar ainda este ano, pra ver a Tia (ainda nem comprei ingresso, dá pra crer?), mas deve ser rapidinho. Espero que, dessa vez, Ele contribua e o sol brilhe sobre a Baía de Guanabara, para meu deleite. Se não brilhar, não tem problema: O Rio de Janeiro continualymdo!

["Vida: não é suficiente viver; preciso de ar fresco e liberdade!"]

domingo, 4 de março de 2012

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Buenos Aires não é mais aquela, olha a cara dela...

Muita coisa mudou desde minha outra estada em BsAs. Na realidade, a farra que nós brasileros fazíamos na capital hermana já se foi, porque, exceto pela camisa polo da Lacoste (que continuo relutando em comprar, porque não vejo motivo em pagar tão caro), tudo aumentou, em peso, em real ou em dólar. Na realidade, a inflação alta, o consequente aumento da pobreza e a política populista de Cristina fizeram com que o país perdesse muito do charme e do ar europeu que deve ter tido em algum momento pelo qual sequer passei (asseguram-me os amigos que realmente houve). Quando vim aqui há 2 anos, confesso que não gostei muito, pois tinha uma vida corrida, pegando metrô cheio na hora do rush e viajando por 12 estações, conhecendo coisas que nem sempre diziam muito pra mim, só conseguindo me encontrar nos últimos dias, quando, finalmente, segui os conselhos de Tininha e fui passear pela Av. del Libertador e arredores. Desta vez, a diferença foi que, para apresentar a Lucas algumas das coisas que eu já conhecia, consegui pensar algo da melhor parte, principalmente no último dia de viagem, em que já havíamos cumprido a parte de locais turísticos e de shopping, com nosso melhor dia. Aliás, falando em shoppings, como eu disse, eles não são mais os mesmos, tudo é mais caro do que antes e estavam sempre cheios, de porteños e de brasileros, porque, por exemplo, na Calle Florida, parte turística, só se ouvia português, estava que nem New York, kkkk... A parte boa de haver tanto brasileiro é que agora se aceitam reais, assim como já se fazia com o dólar, em muitos dos lugares, e a cotação tem sido favorável – 2,50 pesos por real, em média. Ainda continuamos ajudando a mover o comércio da cidade, mesmo que não como antigamente, mas já há mais atendentes falando português, já escrevem “liquidação”direito, já há muitas placas em nossa língua, ou seja, como nos EUA, estão-se adaptando, porque somos muito bem vindos. Shoppings de que gosto: Galerias Pacífico (na Florida, lindo prédio), Alto Palermo (pra encontrar gente fina e elegante), Pátio Bullrich (pra encontrar gente rica e gastar aos tubos com as marcas de luxo) e Abasto (em um antigo mercado).

Agora vamos às dicas e comentários.

A visita aos lugares históricos pode ser feita, como em todo lugar de turismo organizado, num ônibus que faz city tours, daqueles sem a cobertura de cima. Não vi o preço, pois não precisávamos, mas é sempre bom pra sabermos, inclusive, do porquê daqueles monumentos, sua importância e contexto; guias especializados também podem ser conseguidos, e minha amiga Deia me recomendou uma, cujo número posso passar a quem quiser. Bem, desta vez, como também era feriado (e eu não sabia, ainda que tivesse procurado saber), a Casa Rosada estava aberta a visitações, mas ainda algo muito desorganizado, sem informações iniciais, que só entramos no primeiro pavilhão, com fotos de ícones da história latino-americana, incluindo Getúlio e Tiradentes; não fizemos a parte interna porque seria demorada, mas tiramos foto “com Cristina” também na foto. Aliás, pessoa peculiar é la presidenta. Amam-na, odeiam-na, com paixão, argentinos parecem ser assim mesmo. Encontramos gente que disse que não votou nela, mas votou; gente que a defende com unhas e dentes; e gente que sequer gosta de tocar no nome dela - brincalhões como nós brasileiros somos, decidimos tirar uma foto com um cartaz que diz “Todos con la presidenta” ou algo assim, e a guria se recusou a nos fotografar, já que era assim... Vale a pena ver a Floralis Generica, no Parque de la Flor, perto da Facultad de Derecho, na Presidente Alcorta.

O transporte público continua interessante. O metrô agora custa $2,50, o que é muito barato para nós (mas era $1,80 há 2 anos), e na quarta-feira, andamos de graça, não sabemos exatamente o porquê, mas foi o que aconteceu na volta. Os táxis continuam baratos, mas histórias aconteceram, como, por exemplo, um taxista que nos ofereceu maconha, dizendo que éramos os primeiros brasileiros que não entraram no táxi e imediatamente pediam a erva, e até a tirou do bolso e praticamente esfregou na nossa cara, ao que eu disse, tranquilamente, que preferíamos ficar altos com deliciosos vinhos argentinos, mesmo. A dica para a chegada é já reservar desde casa o táxi do próprio aeroporto de Ezeiza, que fica por $180 para qualquer lugar da cidade; na volta, seguindo os conselhos de Javi, tomamos um taxi comum, que cobrou basicamente os mesmos $150 que teríamos pagado ao Táxi Ezeiza, então suponho que dependa de onde se está para ser melhor o preço do não encomendado; na internet, há um serviço de $125, mas não conheci.

Como falei em vinho, ah, eles continuam baratos, amém!; é praticamente a única coisa que ainda vale a pena. Comprei no supermercado um vinho chamado Orfila por $13, simplesmente ótimo. Há, claro, vinhos de todos os preços, mas muitos ainda continuam mais baratos do que o refrigerante, por exemplo.

Os produtos de beleza importados, como das marcas La Roche-Posay e Vichy, que me haviam sido encomendados, vieram pelas metades, porque alguns estavam inacreditavelmente mais baratos, e outros muito mais caros, mas consegui pegar promoções, o que é muito comum, de comprar 2 e ganhar descontos; conseguimos também promoção no Duty Free de Ezeiza, que continua enorme e maravilhoso, mas os preços se comparam com os do Brasil, só que um pouco mais baratos; a Farmacity continua presente pela cidade toda, mas senti falta de algumas coisas. Consegui foi comprar minha pomada de cabelo pela metade do preço, assim como protetor labial – perfumes são mesmo mais vantajosos no Free Shop, da outra vez comprei vários nas farmácias mesmo.

O sistema de Tax Free continua incipiente, mas se deve prestar atenção a ele nas lojas, principalmente nos shoppings. Comprar alfajores é de lei, mas, à exceção de quem “ama” os Havanna, não vejo necessidade de se os comprar, já que são os mais caros (antes, caixa de 12 por $36, hoje, caixa de 6 por $32... um trem que nós já esquecemos e que se chama inflação), pois há mais baratos e até melhores no supermercado. Recomendo o Disco para estas situações – e se for ficar mais dias, melhor ainda, pois você sempre ganha cupons para ganhar descontos na compra seguinte.

O sítio da cidade, http://www.bue.gov.ar/home/index.php?lang=pt,é muito bom e dá muitas dicas – vale também pegar um mapinha logo no quiosque de informações no aeroporto, dá para ir-se virando com tranquilidade, caso já não o tenha baixado no http://www.bue.gov.ar/imagenes_guias/guia_bsas_portugues.pdf ou tenha o aplicativo de iPhone ou similar. Aliás, a cidade tem wi-fi na maioria dos lugares – chegue e pergunte pela “contraseña para wi-fi”. Ah, e existe um sistema na cidade de se alugarem bicicletas – não testamos, mas sabemos que é válido e muito bom, como em outras cidades turísticas do mundo; contaram pra mim que no Rio também existe e é muito legal, e em Paris também tem.

Bem, os hermanos continuam não sabendo lidar com cartão de crédito com chip (lembrar-se de habilitá-lo para uso no exterior com sua operadora). Toda vez é uma confusão e um funcionário mais experiente tem que ajudá-los e explicar como é, e você, além de usar a senha, tem que assinar e colocar um documento de identidade); a função débito, às vezes, não funciona, mas continua valendo aquela de se levar cartão de crédito, de débito, Cash Passport/Visa Travel Money (que se compra nas casas de câmbio ou banco, e se pode recarregar sempre, e que tem melhor valor e menos impostos) e papel moeda. Aliás, andar com real é tudo em BsAs, porque a cotação tem sido muito favorável a nós. Nas casas de câmbio, a média tem sido entre $2,10 e $2,30, mas nas lojas vimos de $2,40 a $2,65, podendo-se pagar em real mesmo, o que faz diferença no caso de se comprar muita coisa. Sacar dinheiro diretamente no caixa automático é bom, mas me lembro de que, no Peru, paguei R$20 por saque de R$308 (450 soles, o máximo por cada saque), o que leva a compensar a taxa de câmbio, dependendo do valor. Ah, e se aceita muito American Express, com promoções bem específicas. Câmbio bom é no Banco de La Nación, na própria Plaza de Mayo tem a matriz, num prédio que vale a pena só de ir ver, inclusive. Na chegada ao aeroporto, dava pra trocar no quiosque deles já no saguão, depois da porta de desembarque, que tinha um valor melhor, mas desta vez não vi se o quiosque ainda estava lá. Os outlets ficam na Córdoba, entre 4200 e 4900, mas nem fomos lá, já que os preços estavam ruins mesmo. Aliás, vi menos sacolas aqui no avião, inclusive.

As livrarias continuam repletas de gente e opções, só é uma pena que, de novo eles, os preços não estejam mais tão convidativos, mas saborear um café lendo um livro na El Ateneo não tem preço, ai ai... Também qualquer tipo de parada nos cafés charmosésimos que há em todos os lugares é obrigatório. Dá pra se perder pela cidade, parando neles, saboreando um espresso, que sempre vem com um bolinho ou biscoitinho e/ou uma aguinha com gás, enquanto se lê um livro ou se vê a parte bonita da cidade passeando na sua frente – nos bairros “bons”, essa parte é muito bonita messssmo.

O verão é de chuva, mas não vi nenhuma chuva que durou – vale à pena levar roupas leves, claro, um tênis confortável para andar, andar, andar, como em qualquer turismo, e um casaquinho pra voltar pra casa de noite, valendo lembrar que naquele monte de lugar que há pra se ir, tudo termina tarde – houve dias de irmos jantar à 1h da manhã, e tudo lá bombando.

Celular é uma coisa que por vezes funciona, por vezes, não. Acho muito caro o roaming internacional, mas a gente recebe mensagem de graça mesmo, daí, tem sempre um locutório, de onde se podem fazer ligações por um preço interessante (vi coisa de $1,50 o minuto) ou o prático do Brasil Direto, 08009995500, que vale pra todos os lugares e você liga a cobrar pro Brasil – no sítio da Embratel você encontra os números para todos os países do serviço, que super funciona sempre. Há que se habilitar o celular antes de sair do Brasil, senão nem as mensagens a gente recebe.

Então, Buenos Aires tem ótima comida, e acho mais do que válido que sempre se prove a comida local – McDonald’s é para quando não temos tempo de pensar, ou para ser prático, e até nisso ando mudando, ao tentar comer, quando possível, nos fast foods locais – no Peru, o Bembo’s é muito bom, em BsAs eu não procurei. Desta vez, eu comi foi comida patagônica. Agora, detalhe irritante da situación: talher de plástico. Aff, isso é uma praga em qualquer praça de alimentação, uma pobreza só. Parem e analisem: como é que vamos cortar aquelas toletes grossos de carnes (na maioria das vezes sangrentas, porque o estilo é mal passado mesmo, ainda que euzinho não goste) com talher de plástico??? E olhem que comida não é coisa barata por lá, não, e você ainda ficar fazendo exercício para comer? Até perdemos a fome. Comer empanadas é obrigatório, assim como se recomenda provar as medialunas, que são como que croissants; mas até a torrada que comemos nestes dias estava maravilhosa, talvez a melhor que já comi na vida.

Então, eu costumo viajar sozinho. Já conheci vários lugares neste mundo, sempre me “apoiando” no apoio logístico propiciado pelos amigos, na maioria das vezes. Na realidade, nunca consegui fazer uma viagem completa com meus velhos amigos, pois sempre um não podia ir junto, ou voltar junto, ou pra facilitar não se ficava na mesma casa, esse tipo de coisa. Com amigos novos, a coisa tem sido diferente (o Lu é um velho-novo amigo). Na verdade, a companhia é algo muito importante para o sucesso de uma viagem, principalmente se baseando no quesito compatibilidade: os interesses precisam, no mínimo, ser próximos e as pessoas têm que ser relativamente independentes, para conseguirem desfrutar do lugar e das coisas que ele oferece. E esta viagem foi um exemplo de como é bom também poder viajar com alguém. Ainda que fosse minha segunda vez em BsAs, voltar a alguns lugares não foi nada ruim, ter com quem conversar o tempo todo faz com que a gente até faça mais coisas, principalmente pra gente como eu, que adora ficar quieto dentro de casa, ainda que esteja a milhares de quilômetros da minha própria cama. Aliás, neste momento em que Lucas continuou de feriado e eu segui em frente, porque tenho que trabalhar, a parte do ficar sozinho somente me permite terminar meu post, enquanto espero as horas passarem até o momento de voar de novo, e confesso que está sendo bem estranho. Claro que, horas depois, encontrei aquele tanto de montes-clarense voltando pro sertão...

Assim, últimas dicas de Buenos Aires estão em http://viajeaqui.abril.com.br/indices/conteudo/multimidia/videos/mt_video_274208.shtml e http://viajeaqui.abril.com.br/materias/boasvindas/mt_boasvindas_cidades_227493.shtml. Neste sítio, consegue-se encontrar muita informação sobre a cidade e outras, além de boas dicas de viagem. For those who speak English, I also recommend this site on trips, which will be of very good use about trips in general and cities in the US: http://www.nomadicmatt.com/travel-guides/united-states-travel-tips/ .

E, pra finalizar, por mais que eu viaje, sair do Rio de Janeiro, ainda que do Galeão, ah, aquela vista sempre me emociona. Os comissários só precisavam era aprender a falar inglês direito, neam, porque, putz!, mas, ao menos, é um momento de descontração.

Ósculos e amplexos!

(Post escrito entre EZE e CNF.)

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PS: Pra quem sabia da minha outra viagem, sim, perdi a birra. Só não sei é quando volto…

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Marley & yo

“Me quedé” preocupado com uma coisa noite dessas. Fazia tempo que eu não via tanta gente falando a mesma coisa no FB (praticamente um Trending Topic), que tinha chorado horrores com “Marley e eu”. Eu não assisti ao filme, pra variar, e se estivesse em casa, provavelmente teria visto e é claro que teria chorado. Mas o fato que me incomodou foi o porquê de tanta gente “reclamar” que chorou. Ora, chorar é bom, gente! Faz bem, a gente coloca pra fora o que está incomodando, ou até mesmo quando a gente chora de rir, está colocando pra fora. Eu não vejo problema algum em chorar, a torto e a direito. Choro com tudo: com propaganda de margarina; quando os menininhos falam “Oi” no fim da propaganda da companhia telefônica; nas imagens da semana do Bom Dia Brasil (que não é mais o meu favorito, agora que ficou popular demais com o chato do Chico Pinheiro); quando toca o hino nacional (quando tô fora do Brasil, mais ainda); até pego meu favorito “Moulin Rouge” de vez em quando, só pra chorar. Não vejo mal nisso. E não vejo mal em homem chorar também. Acho que é por isso (y otras cositas) que estamos virando uma sociedade doente, na qual não é permitido expressar os sentimentos de maneira real e sincera. Coitados então são os meninos, porque desde cedo os estúpidos dos adultos, os pais principalmente, acham que aquilo no meio das pernas é o suficiente pra enfrentar tudo e ficam dizendo pro coitado que “homem não chora”, e o coitado do guri leva isso consigo até o fim da vida, deixando de viver, realmente, o que sente, o que precisa sentir. Claro que entendi as brincadeiras, claro que vi gente falando isso só por falar, mas queria mesmo era dizer “Chorei e foi ótemo!”, mas as pessoas precisam mascarar. Teve alguém que, jocosamente, falou que caiu um cisco num olho e em seguida no outro. Adoro dramas, morro de chorar, peço à Selma pra não ir lá na casa do vilão feladaputa, mas ela vai, e eu choro; vi Satine morrer várias vezes; emociono-me com a delicadeza de Amélie... Supercurto fossas ouvindo Rô-Rô ou Zizi, e só falto pedir a gilete. Odeio passagem de ano novo, porque não quer me dizer muita coisa, mas normalmente passo chorando. Choro nos casamentos, não dei conta de abraçar Nayare quando ela me disse que Maria Antônia estava vindo porque senão ia chorar, enfim, diferentemente de muita gente por aí, sou sensível, e assumo, com muito orgulho. (Escrito en Perú, en el 21 diciembre 2011)

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Meia branca, Deus e gente preta...

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Abaixo as meias brancas!

Então, a praga das meias brancas é insólita, e aparece em qualquer lugar, onde menos se espera, inclusive. Meia tem que combinar com o sapato! Ou com a calça! E ponto final. A não ser que você tenha aquela moda hype, que seu senso fashionista (palavra usada em inglês agora, assim, em todas as revistas dos EUA) permita que você use meias vermelhas ou verdes só pra dar aquele destaque, ou que você esteja, de fato, usando calça e/ou sapato branco (e seja da área da saúde, s'il vous plait!), é proibido usar meias brancas. Pior ainda é o povo que descobriu que se devem usar meias curtas, aquelas que só protegem o pé do tênis (!), mas se esqueceram de que elas são feitas pra se usar com shorts ou bermudas. Porque, de novo, manda a etiqueta que não se deve mostrar a canela (ou qualquer parte da perna) quando se senta, no caso de se estar usando calças (a referência é KALIL, Glorinha). Enfim, o cidadão abaixo exemplifica tudo o que não se deve fazer neste aspecto, pois conseguiu cometer os dois erros ao mesmo tempo.

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Há algum tempo, uso meias azuis, que combinam com o jeans. Tem gente que não gosta, mas, aí, sim, é questão de estilo. Desde o ano passado, ando brincando com minhas meias listradas, e acho superlegal. Agora, vocês não sabem o que é garimpar pra achá-las, porque você chega às lojas e tem aquele mooooooooonte de meia branca, um terror. Nos EUA é pior ainda! Mas dá pra se dar um jeito. Isso se você quiser, claro, porque, se você não gosta de etiqueta, isso não é problema algum. Adequar-se pode ser uma opção. Continue usando meias brancas com roupas pretas, que nem o finado Michael Jackson – vai que um dia você vira star!

 

"Sobre Deus"

Quem é Deus? Ou, quem são Deus? Homem, mulher, menino, Jesus, uma energia cósmica, uma conjunção de fatos, um mecanismo de controle, uma crença incrustada para manter uma linha de sanidade... Adorei ver Deus sendo feito por Whoopi Goldberg e por Alanis Morissette, porque aí tira todo aquele élan sobre quem e como seja(m) Deus. "Morreram Cacilda Becker", já disse Drummond.

Dia desses falávamos sobre Deus. E vejam que estou sempre grafando em inicial maiúscula, porque estamos falando DA divindade, e não dos deuses que temos por aí, porque não vou me delongar ao falar da moda (!), da tevê, do dinheiro, do sexo, do cigarro, da bebida... e de Michael Jackson também. Então, e falávamos sobre como é fácil acreditar em Deus, e também em como não é fácil. É tão tangível e tão palpável para uns, e tão distante para outros. Questão de fé. E fé é algo tão complicado de se falar sobre. Sem contar a deusa ciência, que também é uma própria religião (minha querida professora Tânia Marques falava dos cientistas e teóricos, cada um em sua igrejinha, mas isso é papo para outro post) que não permite resultados incontestes. Enfim, esse intróito todo é pra falar que Deus é muito mais. Morro de dó (lembrando que dó é substantivo masculino, né!) d'Ele quando O invocam pra tudo. Eu falo pr'um povo aí que Deus tem mais o que fazer do que ficar fazendo Atlético ou Cruzeiro ganharem, tem um monte de avião no ar pra ele proteger, e Ele é muito mais do que ficar tomando conta de nossas comezinhas vontades que levam a nada, que Ele é mais! Acho muito interessante quando as pessoas percebem Deus em tudo e em todos e, sim, pelo que aprendi, Ele está em qualquer lugar. Mas o que me mata é quando o povo coloca no carro que é "Presente de Deus", e aproveitam o que Ele lhes deu de maneira tão inapropriada, sendo mal educados no trânsito, parando sobre as faixas, não dando preferência aos pedestres, enfim, aviltando o presente que Ele tão bondosamente lhes teria dado. Dia desses me deparei com o automóvel abaixo, que não fez nada de errado no trânsito, mas que me incitou a pensar um pouco sobre como as palavras se tornam vagas, por vezes; inclusive o uso de Deus. Alguém consegue me explicar o que quer dizer o escrito aí???

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Black is beautiful!

Loiro, lindo e japonês que sou, J , há muito tempo fico prestando atenção em como a questão da posição do negro é vista nos diferentes lugares das sociedades. Sim, temos (e vejam que me incluo nisso) preconceito contra negros. Quem nunca atravessou a rua ou pegou a bolsa com mais firmeza quando viu dois negões vindo na direção oposta na calçada da rua vazia? Ou quem nunca soltou uma piada preconceituosa do gênero "Só podia ser preto!", ainda que só de brincadeira? E não estou aqui para julgar ninguém sobre isso, principalmente porque, negro beiçudo que sou, nem posso falar sobre tal assunto assim, somente.

Worney, você já sofreu preconceito? Sim, várias vezes.

Uma vez, em uma festa do Theo, colunista social aqui de Moc City, acharam que eu era garçom, e olhem que foi quando eu fui homenageado – eu tava de smoking, meio parecido com o terno preto dos garçons, então, tinha que ser garçom, porque preto ali naquela festa da high society... A nobre perua me perguntou se eu podia servi-la de algo, ao que eu, espirituosamente preparado naquele dia (sim, temos que ter preparação para isso, vocês nem creem!), disse que também estava procurando o garçom, e ela, claro, morreu de sem graça.

Os olhares dos seguranças (em sua maioria negros, claro!) quando eu entro na H. Stern, minha joalheria preferida, são diferentes. Uma vez, fui super mal tratado na extinta e iconizada Zoomp, sem nenhuma indicação do porquê, e quase os processei; e olhem que eu estava num dia gastarino... O dia de passear em BH no Diamond Mall, onde eu me sentiria super bem com o ar de chiquesse de que tanto gosto, tem que ser de preparação, da melhor roupa, do colírio (alergia ao ar condicionado - olhos vermelhos - preto marginal). Quando eu morava em São João del-Rei, a gente usava touca, mas quem disse que eu mantinha a touca na cabeça quando chegava a BH? Preto - marginal – touca...

Quando eu tinha 8 anos, a gente ia pra escola de ônibus, uma tribo super mix e, com vistas de hoje, politicamente correta e inclusiva (ou quase o Tchan): eu, a loira Dany e a morena (branca de cabelos negros) Flávia. Ainda que com 8 anos, éramos pequenos, e saltávamos a roleta, como todos os estudantes à época. Sim, já estávamos errados, mas fazíamos isso todos os dias, e ninguém nunca reclamou. Um belo dia, lá foi Dany, lá foi Flávia e, quando Worney ia, o trocador não deixa Worney passar. Instala-se um burburinho, com direito a Worney dando escândalo, chorando, gritando... Descemos no ponto, ligaram pra minha mãe e, pobre coitado, "não sabia com quem estava lidando!", acabou na rua. Alguém pode dizer que não foi por causa disso, mas eu era o único negro, e do mesmo tamanho das meninas, pois era pequeno quando criança.

Um belo dia, uma pessoa próxima, quando falei sobre preconceito contra negros, virou pra mim e disse, "Não, Worney, você não é negro, você é moreninho!"... Moreno o escambau! Como se ser preto fosse problema. As formas de expressão do preconceito são bem essas.

É claro que temos que refletir sobre coisas como descrever aquela "loirona boazuda" não é ofensivo e aquela "negona boazuda" soa pesado; falar aquele moreninho é "melhor" do que falar "aquele neguinho"; chamar o cara de "negão" até que não, porque "negão – grandão – et ceterão" consegue ser melhor do que o "loirão". Anderson Silva, o mais novo ídolo brasileiro, que o diga! Minha irmã Cris deu uma festa pra mim, e falou pros porteiros que eu era irmão dela, e eles ficaram sem entender, e ela disse, "Sim, um negro, ele mesmo!"... É maluco como as pessoas têm até medo de dizer "aquele negro"... Que louco!

No colégio, na faculdade, nunca tive problemas diretos com isso, porque sempre fui bom aluno e isso "compensava". Na vida profissional, caso isso aconteça, "é lá pras nêga deles", porque parece ter afetado quase nada. Na vida em geral, uso óculos escuros porque gosto, mas também pra ficar atento e, discretamente, evitar situações causadas pelo preconceito velado que impera. Ah, e um lugar em que nunca sofri preconceito foi em aeroporto. Acho que eles entendem que não vale à pena. Nem antigamente, quando os aeroportos brasileiros eram mais glamurosos e aí éramos bem menos os pretos por lá, só diplomata...

Mas o fato é que preconceito contra raça é parte dele, porque o preconceito real é sobre grana, bufunfa, dinheiro. É um preconceito contra pobre, é a situação econômica, porque não creio que haja preconceito contra o Pelé ou o Alexandre Pires por eles serem negros. Aliás, uma coisa: sempre param pretos dirigindo carros chiques nas Blitzen (plural alemão de Blitz, e grafado com inicial maiúscula; em português correto, "nas blitzes" ou "nas blitz", assim, invariável; mas é só pra fazer gênero) – por que será? Aliás 2, eu sempre falo "Deve ser o motorista", quando vejo um preto dirigindo um carro caro... Eu, preconceituoso? Never! Voltando, pelo histórico da situação do negro no Brasil, fim da escravidão, etc, claro que as populações descendentes de escravos não tiveram as mesmas oportunidades diante da vida econômica. Há brancos pobres? Muitos. Mas vejam a quantidade de gente branca representando pobre em qualquer campanha na mídia: quase zero.

E ainda há a pergunta sobre o, onipresente neste post, Michael Jackson, se ele queria mesmo ficar branco. Interessante como ele se encaixou nos três temas…

Então, fazendo leitura desse preconceito e do (chato do) politicamente correto, fico sempre analisando as propagandas, os informes, as capas dos livros (incluindo os do CNA, lógico), numa patrulha para saber como os 40% declarados da população, aqueles das 43 denominações de negro que vão de "marrom-bombom" até "cor de jambo", são representados. Muitos estão fazendo isso direito, em outros casos, meio que soa falso e forçado. É claro que é bom que tenhamos protagonistas negros (e ricos, diga-se de passagem, né, Thaís Araújo) e pessoas negras inseridas em contextos de suposta normalidade, para que a própria população negra se veja de maneira diferente, positiva. Não sou a favor de sectarismos e odeio essa coisa de uma melhor do que a outra: todas as raças são iguais, ou melhor, é tudo raça humana...

Juro que ainda não me acostumei com a família negra e feliz na propaganda do banco. Juro que não me desceu o negro não famoso falando sobre as oportunidades de crescimento do negócio X. Não me acostumei, não digo que não gostei. E mais engraçado é que, nos EUA, não senti nada de estranho. Talvez porque, como já falei pra muita gente, meu querido Caetano já retratou há muito como os yankees lidam com tais coisas: "Para os americanos, branco é branco, preto é preto e a mulata não é a tal / Bicha é bicha, macho é macho, mulher é mulher e dinheiro é dinheiro / E assim ganham-se, barganham-se, perdem-se, concedem-se, conquistam-se direitos / Enquanto aqui embaixo a indefinição é o regime / E dançamos com uma graça cujo segredo nem eu mesmo sei / Entre a delícia e a desgraça, entre o monstruoso e o sublime "... Esta é parte da canção "Americanos", e acho que Caê tem um bocado de razão. Não é questão de certo ou errado, mas de não mascaramento. Tem muita coisa estranha na terra do Tio Sam, mas acho o máximo ver aquelas mulheres negras com seus cabelos magníficos todos trabalhados no étnico, os negões com aquelas roupas (que eu jamais usaria) de rapper com direito a boné virado e calça no meio da bunda. Eles valorizam o que é a cultura negra, e isso tá ótemo pra eles. A gente é miscigenado assim mesmo, tudo junto e misturado. Isso é bom? Parece que sim, porque aí a gente tem mais tolerância, mas, por vezes, a gente escamoteia mais, e isso é o que é complicado.

Falei isso tudo inspirado na foto abaixo, que achei linda, e que traz gente normal, negra, preta, parda, afro-americana (odeio isso!), como queiram, porque o nome faz diferença para alguns e não para todos, mas o que importa é a beleza. Aquela beleza do viver. Aquela beleza chamada de beleza interior. Aquela beleza que nem todos os olhos são capazes de captar. Aquela beleza negra, porque "Black is beautiful!"

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Ósculos e amplexos brancos e negros! A Paz dos céus esteja convosco! Bom feriado!

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

NONSENSE of the day on flying...

Então, para quem não conheceu o antigo NONSENSE, este título é corruptela evolutiva de "Nonsense of the common sense", baseado nas histórias bizarras de minhas viagens de ônibus, 8h que separam BH de casa, pioradas quando eu voltava, todo choroso, a morar em Moc-Roça-City em 2001 e 2003. Era tanta merda que eu ouvia nos ônibus que eu, nervoso como estava, só podia rir, porque não havia alternativa.

Só que agora, passados vários anos, graças aos céus, literalmente, os tempos são outros, e a gente consegue chegar à civilização da roça grande chamada BH em 1h; 38 minutos até Confins, pra ser mais exato (sim, não é BH, mas só o cheiro já muda). E isso tudo só me faz lembrar de que, antigamente, viajar de avião era coisa de gente chique, mas hoje a coisa mudou, só não viaja de avião quem não quer ou não planeja, porque, fora isso...

Ao contrário do que havia prometido a mim mesmo, acabei fazendo viagens terrestres este ano por força das circunstâncias, mas de avião é muito mais interessante, ainda que o lanche agora seja só um copo de bebida qualquer, não haja revista de bordo do mesmo jeito e nem a barrinha de cereal faça mais parte do cardápio.

Eu sou que nem criança, dá até vontade de chorar quando vejo a mágica daquele trambolho de não-sei-quantas toneladas despegar (!) da terra, e de como eu sempre procuro ver minha casa quando estou lá em cima – consigo, na maioria das vezes. Sempre amei Santos Dumont; os americanos preferem falar que foram os irmãos Wright, mas o problema sexual é deles, porque foi Monsieur Santô que inventou o tal do mais-pesado-que-o-ar. Acho aviões fascinantes! Adoro, agora, quando eles falam pra gente prestar atenção às instruções de segurança, ainda que sejamos passageiros frequentes – frequent flyers fica mais bonitinho, que nem poke, ao invés de 'cutucar', e tag, ao invés de 'marcar' no Facebook – chega dar um friozinho na barriga, e fico vendo aquela pragmática toda, pensando nos incidentes... Xô!

Enfim. Fico imaginando a vida daqueles comissários que acordam em um lugar, dormem em outro e percorrem milhares de milhas sem sair do lugar; também já quis ser garçom aéreo, mas não consegui, e hoje nem sei se quero; é que nem quando decidi não ser padre porque demoraria muito pra chegar ao cardinalato... Dia desses, no enoooooooooorme aeroporto de Montes Claros, encontrei o Ítalo, meu ex-aluno, que agora trabalha na Qatar Airways (se não me engano), phynno que só ele; vivo vendo as fotos dele em tudo quanto é lugar do mundo. Falamos da parte glamurosa, mas sei que deve ter a parte chatésima daquele povo metido, justamente porque tá andando de avião, supondo-se deuses.

Quando vim da Europa em 2000, a Polícia Federal prendeu a Priscila, uma espécie de pigmeia carioca-alemã, que estava perturbando todo o voo, o que é crime, e que também havia, digamos, gostado da minha pessoa... A pior parte foi o povo pensar que ela era minha parenta, ora pois (parenta, que nem presidenta!). Já encontrei diversas personagens nestes últimos tempos, e com direito a ouvir aqueles mesmos papos nonsensical das viagens de ônibus, com a diferença que a classe C agora acessa o que antes parecia intransponível, e você paga mais barato pra voar do que pras 48h que separam qualquer lugar de lugar qualquer por terra... Ah, e por favor, caprichem na vestimenta. Digo, não é pra ficar toda luxuosa, que não precisa, a não ser que isso seja o seu natural, mas também não rola ficar parecendo que tá indo pra praia, né, aliás, isso em qualquer meio de transporte que não seja seu carro...

Pois é, Montes Claros agora tem 8 voos diários, para PLU e CNF, o que me deixa menos intranquilo em saber que não estou tão longe da civilização. E os preços, quando com sorte ou no planejamento, são bem interessantes... Precisam é melhorar aquele campo de aviação, como diz minha mãe, e facilitar, principalmente, o desembarque, e melhorar os horários, para evitar aquele tumulto todo com 2 voos saindo com 10 minutos de diferença.

Aliás, falando em aeroporto, um adendo: uma dia me perguntaram se eu já sofri preconceito por ser negro. Claro que sim, respondi, e perguntaram onde já havia acontecido. Respondei que "em todo lugar, exceto no aeroporto". E isso é interessante. Lá eles me chamam de Senhor e costumam ser simpáticos (ou não), mas de maneira igual. Ser preto, usar óculos esquisitos, ter o cabelo pra cima, falar baixo e me vestir diferente não se mostraram, ainda, como motivadores à prática discriminatória. Não sei se é porque eles são bem treinados, não sei se é porque o ambiente enseja outro tipo de coisas, mas sei que o fato é este, e isso também me faz muito feliz em voar.

Bem, no fim das contas, só me resta pedir às companhias aéreas que melhorem o inglês de seus comissários porque, putz, é cada coisa que ouço que tenho certeza de que o passageiro que não fala português pode ficar ainda mais perdido.

Ósculos e amplexos! ®

 

domingo, 21 de agosto de 2011

NONSENSE Retro: Long time no post...

 

Ainda dia desses, uma amiga me perguntou pelo NONSENSE. Eu disse que estava meio em off porque, com o advento do Facebook, a gente microblogava (abandonei o Twitter, originariamente pra isso) e as pessoas comentavam logo em seguida (acabo de ver isso com minha novela mexicana), sendo muito mais interativo. Mas hoje, que nem o Luciano Huck fez ontem, resolvi fazer algo de diferente, e resolvi escrever aqui. Daí, revendo o que eu tinha, achei este meu post retrô (postado no começo de 2010, sobre 2009), e resolvi ver como andam as coisas. Por questões ético-antropológicas e de saúde mental e física, principalmente minhas, algumas coisas serão, sim, deixadas de lado. Enfim, segue o comentário anterior, em itálico, com o atual. Vamos ver no que vai dar. Escrevi já duas cartas pro Future Me, www.futureme.org, e isso aqui não deixa de ser a mesma coisa...

A Melhor Foto

Fazia tempo que eu não tirava tanta foto, mas com a tal da digital, né. Enfim, esta é a que estou mais usando, na net, nos jornais (kkk), tudo mais.

* Neste ano, tirei menos fotos. Acho que parei de achar graça de tirá-las, mas adoro estar nelas... A mais recente aparece por aí já, já. Mas, na categoria O Melhor Vídeo, "Que dó! Que dó! Que dó" dá de 1000 a zero...

 

O Melhor Beijo

Todos os últimos. Neam! BB

* Acho que o assunto continua uma coisa complicada, porque os últimos fazem um teeeeeempo bom, e não é por falta de querer, o problema é que beijo não se pratica sozinho...

A Maior Loucura

Estou ficando tão sensato que tenho até medo.

* Quis cometê-la muito, mas muito recentemente, tem a ver com o tópico anterior, mas consegui ser sensato. Ou bobo...

A Coisa Mais Sensata

Colocar pedras em cima de assuntos que ainda me amarguravam. Hoje lido melhor com tudo isso...

* Ao contrário, estou em tempos de escancarar. Mas me manter calado tem sido sensato. Calado e afastado...

A Melhor Companhia

Fernão. Cada dia melhor.

* Infelizmente, nossas vidas têm-se intercruzado pouco ultimamente. A supercompanhia de Lu & Sil estava sendo a melhor e mais constante na rua, e a de Nando na escola. Acho que a melhor companhia tem sido meu travesseiro... Désolé pra minha gang...

A Maior Paixão

"A paixão vem com o tempo." BB

* Infelizmente, aquela que não quer se deixar emergir... Não do meu lado, of course!

O Melhor Amigo

Roger Nunes, uma das pessoas mais chiques, positivas, finas e engraçadas que já conheci na vida.

* Meu querido amigo Roger morreu há um mês. Detesto falar 'faleceu', que fica parecendo que a pessoa não foi embora desta vida... Eu não estava aqui, não estive presente, não consegui ir ao enterro, não pude ir visitá-lo, a ficha demorou a cair... Foi uma coisa muito triste, e só me dei conta disso na missa de 7º dia. Quis escrever um post sobre ele, homenageando-o. E, neste momento, os olhos estão lacrimejando ao redigir esta parte. Como eu disse acima, Ró era uma das pessoas mais chiques, positivas, finas e engraçadas que já conheci na vida, sem contar de ser a delicadeza em pessoa, espirituoso até não poder mais. "A Senhora de Branco" está entre nossos episódios mais memoráveis. Tenho certeza de que ele está em paz...

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O Melhor Show

De novo, vale o "Sticky and Sweet" de 15 de dezembro de 2008???

* Animado pra Rihanna no próximo 18 de setembro...

A Maior Mudança

Reeducação alimentar (Viva, Ilana!). Sete quilos a menos, com mudança na dieta, abaixo às gorduras que já não consumia, academia (ainda que por um mês, só), tudo por causa do bendito colesterol alto; medo de morrer. A taxa baixou, mas ainda precisa baixar mais.

* Pois é, minha rotina na FW foi pro beleléu, e nem sei como será neste seguimento de ano. Sei que preciso me cuidar, em vários aspectos...

A Maior Guinada Profissional

Não foi a maior, foi a única: virei coordenador no CNA. Foi uma decisão meio natural, com seus ônus e bônus, como tudo nessa vida, aliás.

* Então, de lá pra cá, virei professor de pós-graduação no Iseib no começo de 2010, psicólogo em dezembro, e agora professor de Psicologia na FASI. Acho que tá de bom tamanho pra esta guinada, ao menos por enquanto, neam?

A Maior Constatação

Que, além de finitos, envelhecemos. Que Mamãe, Papai e eu estamos ficando mais velhos, com mais cabelos brancos, com menos disposição, e que isso é algo com que temos que lidar, com que tenho que lidar. Sim, sei que parece óbvio, e é, but...

* Idem, a cada dia.

A Melhor Viagem

Estive em BH desanuviando em abril, mas a melhor está por vir: BsAs dia 8 agora!

* Pra continuar a dar conta de Montes Claros, tenho que sair e respirar, né. Daí, Brasília em janeiro tem seu papel especial, por vários motivos. Rio no Carnaval foi superpesado. As escapadas a BH foram sempre bem-vindas... E, é claro, as próximas são sempre altamente esperadas...

A Melhor Decisão

Lutar pelo que acho, ainda que não achem igual.

* De que quero ser feliz... Vale esta? Ou a de decidir que não tenho sangue de barata?

O Maior Arrependimento

Engraçado, ando menos arrependido e me sentindo menos culpado... Therapy rulez! Muita gente fica arrependida diante da morte de alguém. No caso da Vovó, tenho ideia da missão cumprida.

* A morte de Vovó ainda mexe comigo, por menos que pareça. Bem, a morte mexe comigo. Não me arrependo de nada ligado a ela, mas me arrependo do tanto que me mato às vezes, a cada dia que não vivo da melhor maneira que posso. Diz uma amiga que eu preciso esfregar as coisas na cara das pessoas, kkk, mas não sei se é bem por aí...

A Maior Burrada

Não ter pegado o celular de volta logo em seguida.

* Ainda sinto falta do meu Blackberry.

A Melhor Ação Psicoterapêutica

Meu psicoterapeuta foi embora. Estou sozinho no mundo. Sozinho? Jamais. E se estivesse? Dou conta. Só preciso de alguma ajuda. Deixa pra fevereiro...

* Não é que a gente consegue também se tratar com nossos pacientes??? E a questão de sozinho no mundo tá mais pra Coleção Vaga-lume, vocês lembram?

A Cena Mais Engraçada

Que seria da vida sem risadas? Lembro-me de muitas, mas o bom humor de alguns dos meus próximos tem-me proporcionado ótimos momentos. Talvez valha citar a gente dançando Calypso, em qualquer circunstância.

* Meus momentos mais engraçados e gostosos têm sido junto de Christine, Cristina, César e Fábio, principalmente nos pilotos de nosso programa "Eu sou Rhyttah!", né, Maria Rita???

O Maior Drama

Eu, hospital, cirurgia, dor, repouso; uma semana de descanso.

Vó, hospital, CTI, cemitério.

Talvez dor, né.

* Foi pesado. Acho que o maior é o de sempre: por quê? Por que não? Por quê?

O Melhor Livro

Acabei de acabar "O Caçador de Pipas", que insisto em chamar de "O Livreiro de Cabul", kkk. BB

* Lembrar o que é BB tem sido interessante... Enfim, li a biografia do Ricky Martin e foi muito pesado, porque veio junto de uma crise braba na Cidade Maravilhosa, mas fez bem... Fora isso, uns 3 ou 4 livros iniciados... só iniciados...

A melhor festa

Prêmio Gente & Ideias, da jornalista Adriana Queiroz, a querida Drikka, do Jornal O Norte de Minas.

* Minha festa de "Anivertura ou Formassário" foi um ótimo presente, e ainda contou com a presença dos meus queridos Caju e Tarcísio.

A Maior Briga

Baixei as armas. Não conseguiram me provocar tanto.

* Nem sei de quem vocês estão falando...

A Maior Decepção

Engraçado como muita coisa ruim gira sobre o mesmo assunto. Enfim. Perceber que há pessoas muito fracas neste mundo...

* Não me decepciono mais com estas pessoas, que passaram a ser dignas de dó. Acho que minha decepção continua a ser com alguns aspectos da vida; só alguns... talvez um...

A Maior Conquista

Pensar num novo futuro azul. BB

* Engraçado, conquistas profissionais não me engalanam, e olhem que são muitas. Penso que são, pra variar, os amigos que vamos fazendo pela vida afora...

O Maior Aprendizado

A vida, aqui está, aqui se foi. E a respeitar o tempo das pessoas. Jogar 3 pedrinhas de gelo e seguir em frente; exercício...

* Em boca fechada não entra mosquito, e é sempre bom ter em quem confiar de verdade.

O Melhor Filme

Gostei muito de "O Corte" – adoro humor negro.

Vocês sabem que quase não assisto a filmes, né. Acho que "Meia noite em Paris" teria sido ótemo... Teria...

A Música Mais Marcante

Apesar de atrasada, mas tenho meus motivos, neam. BB

"Não precisa mudar", principalmente a parte em que "A gente se ajeita numa cama pequena"...

* Gente, quanta lembrança. Enfim, "What's my name?" da Rihanna tem sido a que me causa mais.

A Melhor Imagem

Redescobrir as imagens 3D...

* Como disseram que exagerei, coloquei um não-identificado na cara das crianças; normalmente, tapam-se os olhos, mas não pude deixar de mostrar a expressão dos olhos da coitada da guria...

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A Coisa Mais Estranha:

A tal da reforma ortográfica. Fiquei com ódio de o trema sumir. Acho que eu fazia parte dos 10% da população que o usavam. OK, 4%.

* Voltar a usar óculos...

O Melhor Cantor

Dizem que tem que ser a Lady Gaga, mas eu lá consigo abandonar Madonna? Aqui no Brésil, Vanessa da Mata continua mandando...

* Ó eu abandonando dona-menina-Madonna... porque agora quem manda é Rihanna, vulgo Alcione mais nova...

O Melhor Programa de TV

Nesse fim de ano, com o repouso, virei noveleiro novamente, e a das 7 tá ótema. Eu faço caras e bocas...

* Volto pro jornalístico, Bom Dia Brasil, mas agora o Renato vai pra Londres... E Lie to Me também é muito bom, só que passa muito tarde, depois do Jô na terça-feira...

O Maior Vício

São 3 juntos: Orkut, Facebook e Twitter. Êita coisas pra fazerem a gente perder tempo. Mas nos aproxima tanto das pessoas...

* Agora só tenho Facebook, e está um pouco de lado. Eu diria que dormir voltou a ser meu vício e o tenho feito muito pouco.

O Melhor Tweeteiro

Tio Will... @realwbonner . Se bem que os tweets do @santoEvandro são impagáveis. A pior de todas e a Narcisa, aff, até ignorei...

* Categoria inexistente!

A Melhor Sensação

Sim, existo, e não tô jogado, não. BB

* Eles também confiam em mim!

A Pior Sensação

Novamente a impotência. E não é sexual. É diante da morte mesmo...

* Saber que não é exatamente daquele jeito...

O Melhor Conselho

"Faça o que você sente." (Do meu coração pra minha cabeça.)

* Ouça primeiro e fale depois.

O Maior Medo

De não ser verdade. Ou de o problema ser comigo.

* Velhice e solidão juntas devem ser phoda!

A Maior Perda

Vovó, sem dúvida. Mas a morte de Gabriel no primeiro semestre mexeu mais comigo do que eu pensava ser possível... Dona Morte é mesmo uma feladaputa!

* Sim, feladaputa, levou Ró este ano... e Tio Né... e mais um bocado de gente... Feladaputa!

O Maior Sinal de Maturidade

Minha reação diante das coisas relativas a Vovó. Alguém precisa manter a cabeça no lugar. Providências precisam ser tomadas. Fizemos o que devíamos. "I did what I had to do." Tenho certeza de que, modéstia às favas, pra variar, ela se orgulha(ria) de mim.

* Reconhecer que não dou conta de tudo.

O Melhor Presente

Camisetas e vinhos continuam sendo a escolha certa. Tem uma certa camisa azul que tem um certo motivo pra ser o melhor presente físico. Agora, presente não físico, apesar de o ser? BB!

* Minha viagem pros EUA pra ver Maris! \o/

A Melhor Compra

Minha cama de casal box. Adeus dor nas costas.

* E, realmente, a dor nas costas acabou. As companhias de noite foram, além dos meus 6 travesseiros, só amigos em viagem. Enfim... A melhor compra dos últimos dias foi meu sapatênis, que não me deixa nem tão formal, como não gosto, e nem tão informal, como adoro, pra exercer determinadas ações profissionais.

A Melhor Campanha

Faça xixi no ralo durante o banho pra economizar água.

* Acho que trazer à tona a questão da homofobia tem sido uma boa linha de campanhas.

A Maior Surpresa

Um "oi" no mês de julho. BB

* Não foi exatamente uma surpresa, mas me perguntaram na embaixada americana se eu falava português, hehehe... Na verdade, surpresa deles e modéstia minha, kkk...

A Melhor Frase do Ano

Quis mudar a "Life is a very peculiar creature" (A vida é uma criatura muito peculiar) de 2008, e aí mudei pra "Life is a squared shrew" (A vida é uma megera ao quadrado); mas, diante dos apelos, mudei pra "Life is a celebration."

* Não tenho mais frases, mas meu amigo Murphy costuma dizer que "Tudo sempre pode piorar", e acho que ele não tá errado...

A Melhor Aquisição

Um cortador de pelos nasais, kkk.

* A Gol. KKK! Não, não comprei a companhia do Constantino, mas ela estar aqui, e agora 2x por dia, só me faz sentir menos perdido aqui na Roça... Meu cartão de crédito que o diga...

A Maior Epifania

Spooning rulez! BB

* Trabalhar muito não dá dinheiro a ninguém, mas se fazer o que se gosta, putz, não tem preço.

A Maior Descoberta

De que nem tudo está perdido. O mundo dá voltas, e pode ser que Papai do Céu lhe esteja querendo mostrar algo mesmo, ainda que seja na Roça...

Esta foi a frase de 2008. Acho que a mudaria agora para "O mundo dá voltas, e Papai do Céu lhe mostra algo, ainda que seja na Roça...". Thanks, Babes!

* Pois é, retrô 3 neste aspecto. Mas, os burros emocionais, infelizmente, não são espécie em extinção.

Dois mil e dezejos

* Dois mil e onzejos (não funciona!), mas funciona com dozejos, já pro ano próximo!

1- Que tenhamos namorados, namoradas, beijos e grifes.

* Amém!

2- Que a Psicologia seja pro povo entender-se e entender.

* Amém!

3- Que o PT se escafeda.

* Até que Dilmona não tá dando tanto fora, não.

4- Que eu leia mais livros.

* Continuação: Que eu leia mais livros não técnicos.

5- Que Buenos Aires seja só o primeiro destino do ano.

* Que a ida aos EUA este ano seja só a primeira de inúmeras visitas além-mar na retomada.

6- Que nos violentemos menos.

* Amém!

7- Que o povo aprenda que vinho seco é que é vinho.

* E que uns bons drink têm seu lugar.

8- Que sobre salário no fim do mês, e não mês no fim do salário.

* Amém!

9- Que a impressora não dê problema na madrugada antes de entregarmos o trabalho.

* Ou o PC mesmo, neam...

10- Que nossa formatura seja show!!!

* E foi, graças a Deus.