terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

New York Review #2 – Traveling
Engraçado como viajar pode funcionar diferente por aqui. Os aeroportos funcionam de modo diferente.
Por todas as questões desde os ataques terroristas, acho que a coisa ficou pior ainda com a segurança. Tem aquele aparelho de raio X que dá uma escaneada na gente... Não, garotos, não precisam se preocupar porque ele não mostra o tamanho de nada, caso você tenha algum problema. Mas o lance é tão preciso, que o protetor solar e a bala que estavam no meu bolso e eu me esqueci de tirar me renderam explicações necessárias. E você tem que tirar o computador, e o sapato, e o casaco, e realmente essa parte me cansa.
Outra coisa é que eles não ficam no lance de chamar a gente lá fora, passar antes se seu voo está partindo, essas coisas. De outra vez, perdemos o voo em Orlando exatamente por causa disso, pois estávamos realocando nossa bagagem, ao lado do balcão, e ninguém nos informou de que o tempo pro check-in (1h, e não meia) já havia passado – recomendo chegar cedo sempre!
Agora o mais engraçado e que eu não sei se me escapou da outra vez é a informalidade. Nestes voos internos que estou fazendo com a Delta, na hora de apresentar os avisos de segurança, as chefes de cabine falam algo do gênero "Eu e minha grande amiga Amy estaremos aqui para servi-los..." Grande amiga? É, eles são assim, acho deveras interessante.
Bagagens de mão serão despachadas no portão, e aí eles levam bagagens enormes como carry-on pra não ter que pagar, porque, yes, você normalmente paga tipo US$25 para cada mala despachada e com até 50 lb (nossos famosos 23kg). E nestes aviões pequenos regionais, é ainda pior, o espaço superpequeno. Não tenho muito problema porque sou daqueles que pack light.

E pra terminar, não fiz desta vez, mas as viagens de trens também requerem que você chegue antes, e como a gente fica meio perdido, às vezes vale a pena fazer o que recomendaram nestes aspectos. Aliás, dependendo da distância que você tiver que ir, o trem é mais interessante do que o aeroporto, principalmente em função da localização da estação, juntamente com questões de preço e bagagem. Acho que vale a pena. 

sábado, 31 de janeiro de 2015


New York Review #1 – Musicals

Fiz reviews sobre vários lugares que conheci, mas nunca da minha querida New York, a cidade fora do Brasil que mais visitei. Há várias coisas pra se dizer, inclusive dos encontros que a cidade proporciona, mas vou começar falando dos musicais, que estão na minha agenda de maratona desta vez, talvez um pouco inspirado no meu amigo Max Corvalán, argentino que conheci aqui ano passado, vendo Kinky Boots e estava fazendo isso, e pra responder a umas coisas que minha amiga Camila Sapori tinha pedido.
Antes de qualquer coisa, recomendo baixar o app da Tkts, porque facilita um pouco ter a ideia destes shows. A Tkts é um órgão do próprio pessoal de teatro daqui, e é onde você pode comprar ingressos mais baratos no dia da apresentação; o desconto varia de 30 a 50%, de verdade. Alguns musicais não entram nesta condição, porque estão cheios sempre, como foi o caso de The Book of Mormon e The Lion King, pros quais comprei ingresso na internet mesmo, ainda no Brasil. Este caso também é válido para quem quer ter certeza de que vai assistir a uma peça em específico, ou quer garantir o lugar na orchestra, por exemplo. Alguns espetáculos têm matiné, e dá pra assistir a dois no mesmo dia, como fiz no domingo e na terça.
Mas vamos lá. Um rápido comentário sobre cada história, na ordem em que assisti, e minha opinião a respeito. Ressalto: MINHA opinião, porque gosto é igual a cotovelo, não é verdade?!

MY BIG GAY ITALIAN WEDDING
Foi o primeiro Off-Broadway a q fui e, sim, é muito diferente. Teatro pequeno, poucos recursos, mas muito talento no palco. A história, que faz conjunto com MY BIG ITALIAN FUNERAL, conta a história de um cara que se casa com outro e as confusões de uma família italiana a respeito do casamento, não porque eles não aceitem sua orientação, mas porque são "um pouco" escandalosos e dramáticos – a questão gay não é o foco, o que acho muito legal e, eu diria, civilizado. Engraçada; recomendo a quem gosta do gênero. Ah, detalhe importante: ao fim da peça, o casal vem cumprimentar o público na saída, como se fossem os convidados da festa indo embora, e o noivo italiano me apresentou ao outro como sendo seu primo de longe, kkk... Nota 8.

LES MISÉRABILES (LES MIZ)
Para quem assistiu ao filme, é melhor ainda, claro. A história da revolução contada de uma maneira muito bem feita; na verdade, poucas vezes vi tanta conexão entre livro, filme e musical. Na verdade, não estava nos planos iniciais, mas estava com meus amigos Hanns e João, que queria realmente vê-la, e tinha preço legal na matiné. Dramático, claro; recomendo a todos. Nota 9.

THE LION KING
Duas pessoas acostumadas a musicais e peças, e de muito bom gosto, disseram que não gostaram. Fiquei intrigado, pois é um enorme sucesso, tanto que ano passado não consegui assistir e dessa vez comprei no Brasil para garantir, ainda que tenha pago US$99 e ficado encarapitado lá na última fila do mezanino. Gente, é simplesmente lindo, maravilhoso... mas acredito que você tenha que ter-se emocionado com o filme também pra sentir dessa forma. Um cenário lúdico que talvez nem fosse compreensível, mas é. Doses de bom humor (incluindo o Hakuna Matata misturado com o Let It Go de Frozen) e muita cor, coisa estilo Disney mesmo. A história é a que se sabe, da ascensão de Simba ao trono de rei dos animais, após a morte do seu pai, e diante das armações do seu tio Scar. Timão e Pumba presentes! Recomendo, para quem gosta de fantasia, desenhos e cores; chorei o tempo todo, linda! Nota 10.

KINKY BOOTS
Vim pra NYC pra assistir a essa peça de novo, basicamente. Tocou-me da outra vez, comprei o CD e sei as letras todas praticamente de cor – as pessoas ao meu lado até me perguntaram quantas vezes eu tinha visto e se surpreendiam quando eu dizia que era a segunda. A história se passa no interior da Inglaterra, e o herdeiro de uma fábrica falida de sapatos tem a ideia de achar um nicho de mercado com sapatos para drag queens. A peça é fantástica, o roteiro, o figurino, tudo, incluindo a mistura de drama e comédia, é atraente, quanto mais da 3ª fila, vendo os superperdigotos do Charlie voando enquanto cantava (talvez tenha cuspido, sim, no povo da 1ª fila, kkk). Lola é simplesmente fantástica. Salvo engano, melhor musical de 2013. Recomendo, nota 10, para todos os públicos. Dá pra ser nota 11??? Vou ver a 3ª vez, se der tempo.

THE BOOK OF MORMON
Musical do ano de 2014, até achei que não gostaria, inclusive no começo, mas é interessantíssima. No começo achei meio americana demais, mesmo, só que a história é tão bem contada que passa disso, por mais estereotípica que seja. Fala sobre mórmãos que vão evangelizar na África. Extremamente crítica, mas muito engraçada. Nota 10. Recomendo a quem não enfrente questões religiosas, com a sua ou com a dos outros.

HEDWIG AND THE ANGRY INCH
Não gostei. Não gosto de rock. A história que ela conta é boa, em si, mas é num esquema de "conto minha história enquanto em canto umas musiquinhas pra você". Acho que essa opinião é muito minha, pois foi altamente recomendada. O público estava overexcited, e não fui a peça alguma por aqui em que as pessoas estivessem fazendo tanto barulho, pro bem ou pro mal. Tinha até grades lá fora para a saída do ator principal (que nem quando vi Evita, com o Ricky Martin). Valeu por ser um musical, mas eu devia ter ido pro mezanino e gastado muito menos, ainda que  no Tkts, ou nem devia ter ido mesmo. Nota 5; não recomendo, mas quem gosta de rock ou conhece a história e é apaixonado por ela deve gostar, porque o público era muito esse.

Enfim, este breve (???) texto é sobre estes musicais, na humilde opinião de Mr Wu. Depois falo mais sobre outras coisas legais pra fazer por aqui.

Ósculos e amplexos!

domingo, 5 de outubro de 2014

Dica de português #6: Simples assim...


Homem diz OBRIGADO, mulher diz OBRIGADA; se há mais de uma pessoa agradecendo, OBRIGADOS ou OBRIGADAS... Li muitas coisas dizendo sobre a última parte, que não precisa pluralizar, mas é o que diz (dizia?) a norma culta, e acho mais lindo quando minhas alunas terminam uma apresentação com OBRIGADAS! 
Ah, e o uso do MUITO antes não influencia em nada, porque o advérbio não vai variar mesmo... só serve para intensificar: MUITO OBRIGADO, MUITO OBRIGADA, MUITO OBRIGADOS, MUITO OBRIGADAS...

Então, THANK YOU VERY MUCH, MUCHAS GRACIAS, GRAZZIE MILLE, MERCI BEAUCOUP, DANKE SCHÖN, VA MULTUMESC FOARTE MULT...

domingo, 14 de setembro de 2014

Dica de português #5: "Pérolas paroquiais"

Repostagem do blogue da professora Dad Squarisi, para o Correio Braziliense: simplesmente fantástico!


“Santa inocência, ingenuidade ou criatividade?”, pergunta Elimar Nascimento & cia religiosa. Frequentador da paróquia do bairro, ele anota avisos destinados aos fiéis. Volta e meia leva sustos. Às vezes, morre de rir. Outras, recorre à bola de cristal para adivinhar a mensagem. A razão: os textos são escritos com boa vontade e má redação. A boa vontade ninguém discute. Padres e paroquianos só querem fazer o bem.

Mas, como diz o povo sabido, “de boas intenções o inferno está assim, ó, pululando de moradores”. A redação joga em outro time. A gente pode criticá-la. E, sobretudo, melhorá-la. Quer ver? Eis alguns recadinhos expostos em murais. Primeiro, na versão original. Depois, na retocada. (O assunto já mereceu uma coluna. Volta, a pedido, ao cartaz.)

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Para todos os que tenham filhos e não o saibam, temos na paróquia uma área especial para crianças.
(Avisamos aos pais que a paróquia dispõe de área especial para crianças.)

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Quinta feira, às cinco da tarde, haverá uma reunião do grupo de mães. As senhoras que desejem formar parte das mães devem dirigir-se ao escritório do pároco.
(Quinta-feira, às 5h da tarde, haverá reunião do grupo de mães no escritório do pároco.)

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Na sexta feira, às sete, os meninos do Oratório farão uma representação da obra Hamlet , de Shakespeare, no salão da igreja. Toda a comunidade está convidada para tomar parte nessa tragédia.
(Na sexta-feira, às 7h, os meninos do Oratório representarão a tragédia Hamlet, de Shakespeare. Venha prestigiar a talentosa garotada.)

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Prezadas senhoras, não esqueçam a próxima venda para beneficência. É uma boa ocasião para se livrar das coisas inúteis que há na sua casa. Tragam seus maridos.
(Senhoras e senhores, não esqueçam a próxima venda beneficente. É boa ocasião pra se livrar das coisas inúteis que entulham sua casa.)

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Coro dos maiores de 60 anos vai ser suspenso durante o verão, com o agradecimento de toda a paróquia.
(Coro dos maiores de 60 anos será suspenso durante o verão. Os paroquianos agradecem a alegria que proporcionou e esperam ansiosos o retorno das apresentações.)

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Lembrem em suas orações todos os desesperados e cansados da nossa paróquia.
(Lembrem, em suas orações, os desesperados e cansados
paroquianos.)

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O mês de novembro finalizará com uma missa cantada por todos os defuntos da paróquia.
(O mês de novembro será finalizado com uma missa cantada em louvor dos paroquianos que partiram na frente.)

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Por favor, coloquem suas esmolas no envelope junto com os defuntos que desejem que sejam lembrados.
(Por favor, coloquem as esmolas no envelope. Escrevam o nome dos mortos a serem lembrados.)

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Quer mais? Eis três que dispensam comentários:
Venham nos aplaudir. Vamos derrotar o Cristo Rei.
O preço do curso sobre oração e jejum inclui as comidas.
Lembrem-se que quinta-feira começará a catequese para meninos e meninas de ambos sexos. 


sábado, 9 de agosto de 2014

Posts sobre português agora aqui no NONSENSE

#4. Seguindo o que já fazia anos atrás aqui no NONSENSE, e impulsionado por minha amiga Debbie, resolvi postar estas dicas (e aí entrarão outros tipos também) aqui no blog, pois fica mais fácil de encontrá-las. Portanto, após ter repostado as dicas anteriores desta temporada, segue uma dica tamanho gigante de português: o tal do MESMO.

Gente, usar O MESMO e flexões, na norma culta, não tem lugar. Os pronomes existem para fazer o que muita gente adora: usar O MESMO, achando que é chique! “Eu estava na casa de Worney e O MESMO me ofereceu champanha” (aportuguesado é assim mesmo). Então, eu gostaria de saber quem é esse tal de MESMO que oferecia coisas na minha casa!!! Ora, já que podia usar ELE, por que usar O MESMO, não é verdade? “Eu estava na casa de Worney e ELE me ofereceu champanha.”
Em SP, há uma lei que obriga o uso da placa que está abaixo nos elevadores... Entendo que ela seria grafada mais adequadamente assim: “Antes de entrar, verifique se o elevador encontra-se parado no andar.” Viram que nem ELE e nem O MESMO fizeram falta? Toda vez que entro em um elevador por lá, pergunto logo, “MESMO, você está aí?”, porque, pra mim, é uma entidade!



Agora, se quiserem usar o tal do MESMO para reforçar, conforme itálico acima, a coisa muda de figura. “Eu danço até o chão MESMO, disse a bailarina.” Ou então, podemos usá-lo em vários outros sentidos... Para saber mais, acho interessante consultar o “pai dos inteligentes”- tenho preferido o Aulete: http://www.aulete.com.br/mesmo.

Aliás, como estou MESMO com sede, acho que vou tomar uma taça de champanha. Champanha MESMO, Veuve Cliquot, aquele vinho espumante francês, e não sidra Cereser!!! 

Repost: Dicas de Português #1, 2 e 3

#1. Dica de português do dia: apesar de parecidas, as expressões DE ENCONTRO A e AO ENCONTRO DE são diametralmente opostas. Se suas ideias vão DE ENCONTRO ÀS ideias de seu marido, talvez vocês precisem conversar sobre elas, pois têm posições contrárias, de embate; agora, se suas ideias vão AO ENCONTRO DAS ideias de sua esposa, acho que podemos entender que o casal vai bem, obrigado, pois suas ideias estão no mesmo caminho! 

#2. Dica de português do dia: Só Raulzito nasceu "há 10 mil anos atrás", porque ou você nasceu "há 30 anos" ou tal fato aconteceu "30 anos atrás". Tanto HÁ quanto ATRÁS demonstram a mesma ideia, de anterioridade; usar os dois ao mesmo tempo é quase a mesma coisa que subir pra cima e descer pra baixo... Portanto, "eu escrevi este texto há um minuto" ou "eu o escrevi um minuto atrás". E você, o que estava fazendo "há cinco minutos" ou "cinco minutos atrás"? 

#3. Mais dicas de português com o tal do verbo HAVER: No sentido de EXISTIR, o verbo HAVER é invariável quanto ao número, ou seja, independentemente de quantas pessoas HOUVER (e não HOUVEREM), o verbo permanece no singular. Por exemplo: HÁ uma pessoa no quarto, enquanto HÁ duas pessoas na sala. HOUVE várias pessoas na fila hoje, e HAVERÁ muitas outras amanhã.
Se formos, então, pensar no verbo HAVER fora da acepção de EXISTIR, ele será variável, como a maioria. Exemplos: Eles HAVIAM dito isso diante do que nós HAVÍAMOS feito. Eles HOUVERAM por bem trazer as moças que HAVIAM sido acidentadas.

Tenho lido alguns gramáticos sustentarem que o verbo TER, quando usado na acepção de EXISTIR, também não varia. TINHA várias pessoas na festa. Mas, como este uso é mais informal, aplicar a regra da norma culta fica um pouco sem lugar... ou não! Tem muita gente aí?

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Reseña Chilena

Normalmente, gosto de fazer uma pequena (?) resenha sobre minhas viagens, primeiro, porque facilita de eu não ter que contar tudo o tempo todo pra todo mundo, e segundo, porque pode servir aos outros viajantes e àqueles que querem poder-se aventurar em viagens, o que acho digno e justo.
Antes de tudo, quero fazer um desabafo. As pessoas, principalmente as que não estão muito acostumadas  a viajar, não têm ideia do trabalho que dá trazer coisas, principalmente de fora do país, pior ainda na América do Sul com 23 kg de bagagem despachada. Sei que vários dos pedidos, como da maioria dos meus queridos alunos, são de brincadeira ou de se-colar-colou, mas, infelizmente pra uns e felizmente pra mim, as viagens são minhas, e se for pra trazer algo, tem que haver uma justificativa muito grande. Desculpem, mas acho o fim o povo que nem tem nada a ver comigo ficar me pedindo coisas, como se eu tivesse obrigação. E tem mais: nem encomendas, muito menos presentes! O dinheiro que junto é pra meu gasto, não sou Papai Noel!
Bem, agora já devidamente desabafado, vamos a Santiago de Chile.
Pois bem. Esta ida aconteceu meio que por acaso, nas ofertas de última hora, e é aí que vocês conseguem bons preços (Cadastrem-se no www.melhoresdestinos.com.br e recebam boletins diários com preços de passagens baixas; é assim que Mr Wu viaja tanto...), pois dá pra ir pra lá pelo mesmo preço que as viagens tão adoradas pra Porto Seguro e afins, sob as mesmas condições. Hospedagem barata, ficamos em um flat com serviços, no bairro de Providencia, recomendado por ser mais silencioso que o Centro e ter ótimos restaurantes. Ficamos ao lado do metrô, outra dica de sempre pras cidades grandes e desconhecidas; táxi tem um preço até bom. A cidade é tranquila, mas não achei essa Coca-Cola toda, não. Fiquei-me lembrando de várias coisas de Buenos Aires, me disseram que Montevideo é melhor – qualquer hora, vou saber. Ah, e volto a SCL, sim, apesar dos pesares, me gustó mucho.
Comecemos a falar do povo. No meu penúltimo dia lá aconteceu algo incrível. Fui ao Parque Arauco Mall, um shopping chiquetésimo, mas longe inclusive do metrô. Na volta, cansado, decidi usar o ônibus e, qual não foi a minha surpresa quando, ao entrar, vi que não havia trocador, nem o motorista recebia dinheiro, somente o cartão de transporte, que eu, evidentemente, não tinha. Agradeci ao simpático motorista e desci, quando ele me chamou de volta, perguntou de onde eu era e falou para que eu ficasse no ônibus e só me preocupasse em comprar o tíquete pro metrô. Agradeci prontamente e vim até a estação para a qual eu me dirigia, conversando com ele sobre uma série de coisas. Nem perguntei seu nome, mas agradeci mil vezes a gentileza, e acho que ele pode não ter ganhado nada com isso, mas fez algo de que nunca vou-me esquecer, por mais simples que tenha sido. E me parece que os chilenos podem ser assim generosos mesmo. Saindo da Chascona, a casa do poeta Pablo Neruda, estava com o mapa na mão, e um rapaz, que saía de casa, ficou olhando, e perguntou o que eu estava procurando; disse-lhe que procurava algo que por ventura houvesse ali perto e que eu não tinha visto, ele me disse que por ali havia muito a fazer e, como não era nada específico e eu tinha visto a Chascona e o Cerro, que rodasse o bairro, pois valia a pena – muito simpático também.
Então, tempos de Copa, real em baixa por lá (“La ciudad está llena de brasileños, estamos comprando muchos reales.” – justificou-se o moço da casa de câmbio...), assistimos ao 0x0 do Brasil só pela metade, bem como a vitória do Chile também – eram dias de excursão. Achei engraçado que, terminado o primeiro tempo, todo mundo continuou a vida; também o “Chi-Chi-Chi, Le-Le-Le, Viva Chile!” cantado em todos os lugares no país cujo esporte nacional é o rodeio.
Outra coisa engraçada foi eu ir ao Centro ao sábado, por volta das 9h da manhã, e tudo estar fechado (exceto um banco, achei, no mínimo, peculiar). Eles preferem abrir às 11h e fechar mais tarde, foi o que me disse o atendente do Museu Precolombino, que vale a pena visitar, pois traz muito do nosso passado também, com uma parte interativa em que todos viramos crianças, jajaja...
Por perto de Santiago, fomos ao Valle Nevado e a Farellones, parte da Cordillera, onde fizemos o famoso Tubing, conhecido no Brasil como skibunda, em que descemos uma pista gelada sentados em bóias; muito divertido. Encontramos com a Bia (acho digno viajar com crianças, mas você mesma é tão jovem...), que estava com a fofa da Bel e o gente-boníssima do Arthur (Tu, o tio ficou seu fã!).
Com o engraçadíssimo Gustavo, nosso motorista naquele dia (também recomendo contratar um pacote pro dia quando se quiser algo mais prático), visitamos Valparaiso e Viña del Mar, algo que precisa ser feito, mas que também não achei essa coisa toda. No caminho, fizemos uma degustação de queijos e vinhos na Viña Emiliana, que produz orgânicos – aprendemos a diferença entre uma planta orgânica e uma largada com o Gabriel, guia da vinha. Aprendemos também um pouco sobre o processo produtivo dos vinhos e o povo fez algumas compras – eu não fiz nenhuma, fico com as fotos e as lembranças.
Santiago tem cachorros por todos os lados, sejam nas coleiras, sejam soltos pelas ruas. E tem grades pra gente não atravessar fora da faixa também – tive que andar uns 3 ou 4 quarteirões extras por causa disso. Aliás, o sinal de trânsito em algumas esquinas foi algo à parte, vocês devem ter visto no Face ou no Instagram – aquele homenzinho correndo é impagável.
O peso chileno está valendo algo como 1.000  para cada 4 reais, o que faz você se sentir rico com aquele monte de zero, mas pobre quando você tira os zeros e multiplica por 4, pois os preços por lá estão bons como os do Rio, ou seja, surreais!
Atendimento da Lan, na ida, e da Tam, na volta, foram bons, nada de mais ou de menos, mas certamente melhores que os da Gol. Destaque para a programação da TAM com filmes antigos, e acabei assistindo a “Some Like It Hot” (Quanto mais quente, melhor), com a Marilyn Monroe, que só mostra como ela era linda e como foi uma pena ter morrido – recomendo altamente este filme, em preto e branco mesmo. Ainda nos ares, os aeroportos do Brasil não ficaram mesmo prontos e todos sabem disso, mas achei uma verdadeira bagunça o Comodoro Arturo Merlino – não me sai da cabeça uma senhora que quase acompanha sua irmã até o controle de passaporte, coisa que nunca vi em lugar algum. Fila longa e demorada, falta de informatização, mas tudo tem seu lado bom: apesar dos 23 kg, podemos trazer líquidos, e os vinhos vêm na bagagem de mão de quem quer mesmo. Preços no Free Shop de lá melhores do que os daqui, e ofertas bastante variadas.
Falando em vinhos, fomos a excelentes restaurantes, e estavam em uma promoção do estilo “Compre 1, leve 1”, com o detalhe de que tinha mesmo que levar pra casa a segunda garrafa, pois se fosse beber no próprio restaurante, rolha de 4 mil pesos, jajaja...
Para terminar, dois outros pontos interessantes. O Parque de Esculturas, que mostra como o povo se relaciona com a arte, e também há várias delas por toda a cidade, e o Cerro San Cristóbal, de onde se pode ver a cidade toda e os Andes, e que tem a linda estátua da Imaculada Conceição abençoando Santiago – vale a pena subir, pode ser de funicular mesmo (com placas em português macarrônico).

Enfim, foi uma viagem muito boa, que recomendo, principalmente se você tiver amigos maravilhosos como os meus (Lucas y Vitor, ¡gracias!), que deixam tudo mais divertido e organizado, jajaja, deixando Mr Wu em férias de verdade.


quarta-feira, 9 de maio de 2012

In Rio

Eu sempre falo que tenho uma relação cármica, de paixão com o Rio de Janeiro. É uma coisa muito engraçada. Em 1999, quando lá estive (de verdade) pela primeira vez, nossa, era um temor. Fui passear, visitar amigos (que nunca mais vi, diga-se de passagem), enfim, minha mãe ficou aqui sem saber o que eu tava indo fazer naquele lugar em que matavam um em cada esquina... Era isso o que todo mundo pensava e, porque não dizer, eu também. Mas lá fui, na cara e na coragem, porque precisava ir, algo me chamava ali. E dali em diante começou minha história de amor com esta cidade, realmente maravilhosa, por mais cliché que a expressão se tenha tornado.

São Sebastião Lembrança Aérea / São Sebastião Local Agreste / Seu Lugar Amado / Seu Lugar Adorado

Nestes 13 anos que me separam da primeira visita ao Rio (antes tinha sido só conexão no Galeão), voltei lá algumas vezes, umas 7 vezes eu acho, e tive alguns dos melhores momentos de minha vida por lá. Não, não é um lugar pra eu morar, não gosto do caos, não gosto da confusão, não gosto da informalidade generalizada, não gosto de uma série de coisas, mas sei que amo, e você, caro NONSENSEr, deve saber que quando a gente ama, não há razões para isso, a gente simplesmente ama.

Rio 40 graus / Cidade maravilha / Purgatório da beleza e do caos / O Rio é uma cidade de cidades misturadas / O Rio é uma cidade de cidades camufladas

Talvez porque o Rio tenha algum mistério, vai saber. Vai que eu já morei lá, né. Dia desses, no Centro Velho de São Paulo, eu me saí com a seguinte pérola (que falei pra mim mesmo): "Ando umas 4 quadras e chego à praia". Aí eu me lembrei: "Tô em Sampa!" É algo maior, que até me tira do prumo.

Lá de cima se via o Cristo / Braços abertos sobre a minha cabeça / A me proteger / A me guiar

Sempre marco a poltrona pra uma coisa superemocionante: ver o Cristo. Descer no Santos Dumont é uma verdadeira ode, a gente acha que vai pousar na água; sair de lá tem a mesma magia, e falamos tchau pro Pão de Açúcar, e vamos ruminando como é bom... Impressionante! E olhem que não sou de me impressionar, mas sempre "verto sorrateiras ou copiosas lágrimas" ao olhar pra tudo aquilo. É um desbunde, é um deleite, é uma delícia.

Non senseMinha alma canta

Vejo o Rio de Janeiro

Estou morrendo de saudades…

Cristo Redentor

Braços abertos sobre a Guanabara…

Este samba é só porque

Rio, eu gosto de você…

Sempre inspiradora, a cada momento me saio com uma música, cantarolando sem receios e sem controle. Porque odes à cidade são abundantes, e também porque o Rio faz parte de nossa memória afetiva, até pra quem nunca foi, até pra quem não gosta.

E houve uma coisa positivamente diferente dessa vez: viajei com minhas amigas Bárbara, Lígia e Rachel, e foi ótimo ter tão deliciosas companhias. Encontrar com meus queridos Vítor, Thalles e Caju já estava no cardápio pelo qual eu já ansiava antes de ir, mas como essa cidade é mesmo mágica, encontrar, mais uma vez por acaso, Catarina, nossa, é mesmo muito bom.

São Pedro, pra variar comigo no Rio, não deu trégua. E olhem que eu tinha dito que entraria no mar, ando precisando descarregar com sal grosso, e pra que mais descarrego do que o próprio mar? Mas não deu jeito. Só que o Rio consegue ser ode com chuva também, uma delícia.

Dessa vez, teve espumante na Atlântica, comidinhas deliciosas, café da manhã num local com história, balé na porta do Municipal, passeio ao Corcovado (que ainda faltava no meu portfólio) e, até Ele que adora ficar no meio das nuvens quando estou lá, estava límpido, e o tempo afável, soprando forte os nossos cabelos. Teve filminho, teve Cabaret (com a deliciosa da Cláudia Raia em uma atuação competentíssima), teve boa conversa, teve a reflexão que o Rio sempre me proporciona. Teve 9:30h seguidas de sono, coisa que não fazia havia tempos, e pra quem me condenar por "estar no Rio e ir dormir", bem, este corpinho precisa descansar também, que não sou de ferro e não estou tão novo nem tão bonito pra dar conta de tanta coisa. O Rio também me traz lembranças muito boas, coisas que não sei se e quando poderei reviver.

Devo voltar ainda este ano, pra ver a Tia (ainda nem comprei ingresso, dá pra crer?), mas deve ser rapidinho. Espero que, dessa vez, Ele contribua e o sol brilhe sobre a Baía de Guanabara, para meu deleite. Se não brilhar, não tem problema: O Rio de Janeiro continuará lymdo!

["Vida: não é suficiente viver; preciso de ar fresco e liberdade!"]

domingo, 4 de março de 2012

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Buenos Aires não é mais aquela, olha a cara dela...

Muita coisa mudou desde minha outra estada em BsAs. Na realidade, a farra que nós brasileros fazíamos na capital hermana já se foi, porque, exceto pela camisa polo da Lacoste (que continuo relutando em comprar, porque não vejo motivo em pagar tão caro), tudo aumentou, em peso, em real ou em dólar. Na realidade, a inflação alta, o consequente aumento da pobreza e a política populista de Cristina fizeram com que o país perdesse muito do charme e do ar europeu que deve ter tido em algum momento pelo qual sequer passei (asseguram-me os amigos que realmente houve). Quando vim aqui há 2 anos, confesso que não gostei muito, pois tinha uma vida corrida, pegando metrô cheio na hora do rush e viajando por 12 estações, conhecendo coisas que nem sempre diziam muito pra mim, só conseguindo me encontrar nos últimos dias, quando, finalmente, segui os conselhos de Tininha e fui passear pela Av. del Libertador e arredores. Desta vez, a diferença foi que, para apresentar a Lucas algumas das coisas que eu já conhecia, consegui pensar algo da melhor parte, principalmente no último dia de viagem, em que já havíamos cumprido a parte de locais turísticos e de shopping, com nosso melhor dia. Aliás, falando em shoppings, como eu disse, eles não são mais os mesmos, tudo é mais caro do que antes e estavam sempre cheios, de porteños e de brasileros, porque, por exemplo, na Calle Florida, parte turística, só se ouvia português, estava que nem New York, kkkk... A parte boa de haver tanto brasileiro é que agora se aceitam reais, assim como já se fazia com o dólar, em muitos dos lugares, e a cotação tem sido favorável – 2,50 pesos por real, em média. Ainda continuamos ajudando a mover o comércio da cidade, mesmo que não como antigamente, mas já há mais atendentes falando português, já escrevem “liquidação”direito, já há muitas placas em nossa língua, ou seja, como nos EUA, estão-se adaptando, porque somos muito bem vindos. Shoppings de que gosto: Galerias Pacífico (na Florida, lindo prédio), Alto Palermo (pra encontrar gente fina e elegante), Pátio Bullrich (pra encontrar gente rica e gastar aos tubos com as marcas de luxo) e Abasto (em um antigo mercado).

Agora vamos às dicas e comentários.

A visita aos lugares históricos pode ser feita, como em todo lugar de turismo organizado, num ônibus que faz city tours, daqueles sem a cobertura de cima. Não vi o preço, pois não precisávamos, mas é sempre bom pra sabermos, inclusive, do porquê daqueles monumentos, sua importância e contexto; guias especializados também podem ser conseguidos, e minha amiga Deia me recomendou uma, cujo número posso passar a quem quiser. Bem, desta vez, como também era feriado (e eu não sabia, ainda que tivesse procurado saber), a Casa Rosada estava aberta a visitações, mas ainda algo muito desorganizado, sem informações iniciais, que só entramos no primeiro pavilhão, com fotos de ícones da história latino-americana, incluindo Getúlio e Tiradentes; não fizemos a parte interna porque seria demorada, mas tiramos foto “com Cristina” também na foto. Aliás, pessoa peculiar é la presidenta. Amam-na, odeiam-na, com paixão, argentinos parecem ser assim mesmo. Encontramos gente que disse que não votou nela, mas votou; gente que a defende com unhas e dentes; e gente que sequer gosta de tocar no nome dela - brincalhões como nós brasileiros somos, decidimos tirar uma foto com um cartaz que diz “Todos con la presidenta” ou algo assim, e a guria se recusou a nos fotografar, já que era assim... Vale a pena ver a Floralis Generica, no Parque de la Flor, perto da Facultad de Derecho, na Presidente Alcorta.

O transporte público continua interessante. O metrô agora custa $2,50, o que é muito barato para nós (mas era $1,80 há 2 anos), e na quarta-feira, andamos de graça, não sabemos exatamente o porquê, mas foi o que aconteceu na volta. Os táxis continuam baratos, mas histórias aconteceram, como, por exemplo, um taxista que nos ofereceu maconha, dizendo que éramos os primeiros brasileiros que não entraram no táxi e imediatamente pediam a erva, e até a tirou do bolso e praticamente esfregou na nossa cara, ao que eu disse, tranquilamente, que preferíamos ficar altos com deliciosos vinhos argentinos, mesmo. A dica para a chegada é já reservar desde casa o táxi do próprio aeroporto de Ezeiza, que fica por $180 para qualquer lugar da cidade; na volta, seguindo os conselhos de Javi, tomamos um taxi comum, que cobrou basicamente os mesmos $150 que teríamos pagado ao Táxi Ezeiza, então suponho que dependa de onde se está para ser melhor o preço do não encomendado; na internet, há um serviço de $125, mas não conheci.

Como falei em vinho, ah, eles continuam baratos, amém!; é praticamente a única coisa que ainda vale a pena. Comprei no supermercado um vinho chamado Orfila por $13, simplesmente ótimo. Há, claro, vinhos de todos os preços, mas muitos ainda continuam mais baratos do que o refrigerante, por exemplo.

Os produtos de beleza importados, como das marcas La Roche-Posay e Vichy, que me haviam sido encomendados, vieram pelas metades, porque alguns estavam inacreditavelmente mais baratos, e outros muito mais caros, mas consegui pegar promoções, o que é muito comum, de comprar 2 e ganhar descontos; conseguimos também promoção no Duty Free de Ezeiza, que continua enorme e maravilhoso, mas os preços se comparam com os do Brasil, só que um pouco mais baratos; a Farmacity continua presente pela cidade toda, mas senti falta de algumas coisas. Consegui foi comprar minha pomada de cabelo pela metade do preço, assim como protetor labial – perfumes são mesmo mais vantajosos no Free Shop, da outra vez comprei vários nas farmácias mesmo.

O sistema de Tax Free continua incipiente, mas se deve prestar atenção a ele nas lojas, principalmente nos shoppings. Comprar alfajores é de lei, mas, à exceção de quem “ama” os Havanna, não vejo necessidade de se os comprar, já que são os mais caros (antes, caixa de 12 por $36, hoje, caixa de 6 por $32... um trem que nós já esquecemos e que se chama inflação), pois há mais baratos e até melhores no supermercado. Recomendo o Disco para estas situações – e se for ficar mais dias, melhor ainda, pois você sempre ganha cupons para ganhar descontos na compra seguinte.

O sítio da cidade, http://www.bue.gov.ar/home/index.php?lang=pt,é muito bom e dá muitas dicas – vale também pegar um mapinha logo no quiosque de informações no aeroporto, dá para ir-se virando com tranquilidade, caso já não o tenha baixado no http://www.bue.gov.ar/imagenes_guias/guia_bsas_portugues.pdf ou tenha o aplicativo de iPhone ou similar. Aliás, a cidade tem wi-fi na maioria dos lugares – chegue e pergunte pela “contraseña para wi-fi”. Ah, e existe um sistema na cidade de se alugarem bicicletas – não testamos, mas sabemos que é válido e muito bom, como em outras cidades turísticas do mundo; contaram pra mim que no Rio também existe e é muito legal, e em Paris também tem.

Bem, os hermanos continuam não sabendo lidar com cartão de crédito com chip (lembrar-se de habilitá-lo para uso no exterior com sua operadora). Toda vez é uma confusão e um funcionário mais experiente tem que ajudá-los e explicar como é, e você, além de usar a senha, tem que assinar e colocar um documento de identidade); a função débito, às vezes, não funciona, mas continua valendo aquela de se levar cartão de crédito, de débito, Cash Passport/Visa Travel Money (que se compra nas casas de câmbio ou banco, e se pode recarregar sempre, e que tem melhor valor e menos impostos) e papel moeda. Aliás, andar com real é tudo em BsAs, porque a cotação tem sido muito favorável a nós. Nas casas de câmbio, a média tem sido entre $2,10 e $2,30, mas nas lojas vimos de $2,40 a $2,65, podendo-se pagar em real mesmo, o que faz diferença no caso de se comprar muita coisa. Sacar dinheiro diretamente no caixa automático é bom, mas me lembro de que, no Peru, paguei R$20 por saque de R$308 (450 soles, o máximo por cada saque), o que leva a compensar a taxa de câmbio, dependendo do valor. Ah, e se aceita muito American Express, com promoções bem específicas. Câmbio bom é no Banco de La Nación, na própria Plaza de Mayo tem a matriz, num prédio que vale a pena só de ir ver, inclusive. Na chegada ao aeroporto, dava pra trocar no quiosque deles já no saguão, depois da porta de desembarque, que tinha um valor melhor, mas desta vez não vi se o quiosque ainda estava lá. Os outlets ficam na Córdoba, entre 4200 e 4900, mas nem fomos lá, já que os preços estavam ruins mesmo. Aliás, vi menos sacolas aqui no avião, inclusive.

As livrarias continuam repletas de gente e opções, só é uma pena que, de novo eles, os preços não estejam mais tão convidativos, mas saborear um café lendo um livro na El Ateneo não tem preço, ai ai... Também qualquer tipo de parada nos cafés charmosésimos que há em todos os lugares é obrigatório. Dá pra se perder pela cidade, parando neles, saboreando um espresso, que sempre vem com um bolinho ou biscoitinho e/ou uma aguinha com gás, enquanto se lê um livro ou se vê a parte bonita da cidade passeando na sua frente – nos bairros “bons”, essa parte é muito bonita messssmo.

O verão é de chuva, mas não vi nenhuma chuva que durou – vale à pena levar roupas leves, claro, um tênis confortável para andar, andar, andar, como em qualquer turismo, e um casaquinho pra voltar pra casa de noite, valendo lembrar que naquele monte de lugar que há pra se ir, tudo termina tarde – houve dias de irmos jantar à 1h da manhã, e tudo lá bombando.

Celular é uma coisa que por vezes funciona, por vezes, não. Acho muito caro o roaming internacional, mas a gente recebe mensagem de graça mesmo, daí, tem sempre um locutório, de onde se podem fazer ligações por um preço interessante (vi coisa de $1,50 o minuto) ou o prático do Brasil Direto, 08009995500, que vale pra todos os lugares e você liga a cobrar pro Brasil – no sítio da Embratel você encontra os números para todos os países do serviço, que super funciona sempre. Há que se habilitar o celular antes de sair do Brasil, senão nem as mensagens a gente recebe.

Então, Buenos Aires tem ótima comida, e acho mais do que válido que sempre se prove a comida local – McDonald’s é para quando não temos tempo de pensar, ou para ser prático, e até nisso ando mudando, ao tentar comer, quando possível, nos fast foods locais – no Peru, o Bembo’s é muito bom, em BsAs eu não procurei. Desta vez, eu comi foi comida patagônica. Agora, detalhe irritante da situación: talher de plástico. Aff, isso é uma praga em qualquer praça de alimentação, uma pobreza só. Parem e analisem: como é que vamos cortar aquelas toletes grossos de carnes (na maioria das vezes sangrentas, porque o estilo é mal passado mesmo, ainda que euzinho não goste) com talher de plástico??? E olhem que comida não é coisa barata por lá, não, e você ainda ficar fazendo exercício para comer? Até perdemos a fome. Comer empanadas é obrigatório, assim como se recomenda provar as medialunas, que são como que croissants; mas até a torrada que comemos nestes dias estava maravilhosa, talvez a melhor que já comi na vida.

Então, eu costumo viajar sozinho. Já conheci vários lugares neste mundo, sempre me “apoiando” no apoio logístico propiciado pelos amigos, na maioria das vezes. Na realidade, nunca consegui fazer uma viagem completa com meus velhos amigos, pois sempre um não podia ir junto, ou voltar junto, ou pra facilitar não se ficava na mesma casa, esse tipo de coisa. Com amigos novos, a coisa tem sido diferente (o Lu é um velho-novo amigo). Na verdade, a companhia é algo muito importante para o sucesso de uma viagem, principalmente se baseando no quesito compatibilidade: os interesses precisam, no mínimo, ser próximos e as pessoas têm que ser relativamente independentes, para conseguirem desfrutar do lugar e das coisas que ele oferece. E esta viagem foi um exemplo de como é bom também poder viajar com alguém. Ainda que fosse minha segunda vez em BsAs, voltar a alguns lugares não foi nada ruim, ter com quem conversar o tempo todo faz com que a gente até faça mais coisas, principalmente pra gente como eu, que adora ficar quieto dentro de casa, ainda que esteja a milhares de quilômetros da minha própria cama. Aliás, neste momento em que Lucas continuou de feriado e eu segui em frente, porque tenho que trabalhar, a parte do ficar sozinho somente me permite terminar meu post, enquanto espero as horas passarem até o momento de voar de novo, e confesso que está sendo bem estranho. Claro que, horas depois, encontrei aquele tanto de montes-clarense voltando pro sertão...

Assim, últimas dicas de Buenos Aires estão em http://viajeaqui.abril.com.br/indices/conteudo/multimidia/videos/mt_video_274208.shtml e http://viajeaqui.abril.com.br/materias/boasvindas/mt_boasvindas_cidades_227493.shtml. Neste sítio, consegue-se encontrar muita informação sobre a cidade e outras, além de boas dicas de viagem. For those who speak English, I also recommend this site on trips, which will be of very good use about trips in general and cities in the US: http://www.nomadicmatt.com/travel-guides/united-states-travel-tips/ .

E, pra finalizar, por mais que eu viaje, sair do Rio de Janeiro, ainda que do Galeão, ah, aquela vista sempre me emociona. Os comissários só precisavam era aprender a falar inglês direito, neam, porque, putz!, mas, ao menos, é um momento de descontração.

Ósculos e amplexos!

(Post escrito entre EZE e CNF.)

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PS: Pra quem sabia da minha outra viagem, sim, perdi a birra. Só não sei é quando volto…